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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

As Casas do Zodíaco

O Zodíaco possui doze casas e cada uma terá o seu signo correspondente. Cada uma delas irá tratar de vários assuntos que na sua totalidade abrangem a vida. Essa divisão do Zodíaco é encontrada através da hora e o local do nascimento e em função da rotação diária da Terra sobre seu eixo. As casas são então, uma representação bidimensional da esfera celeste que envolve a Terra, em conformidade ao caminho eclíptico do Sol. 

Por ser Áries o primeiro signo do Zodíaco, sua correspondência será com a primeira casa; porém em função da rotação diária da Terra, este signo permanecerá apenas duas horas nesta primeira casa, quando um novo signo se elevará, ocupando assim a cúspide ( linha que divide uma casa da outra) da primeira casa. Desta forma em 24hs. todos os signos terão percorrido as doze casas zodiacais. 

Seria a mesma coisa que dizer que a cada quatro minutos de tempo um novo grau do Zodíaco ocupa a cúspide da primeira casa, o Ascendente (Asc), e nas 24hs todos os trezentos e sessenta graus do Zodíaco terão se elevado na cúspide da primeira casa. De maneira geral as casas simbolizam basicamente a experiência humana. Nossas provas, que irão nos conduzir a um confronto conosco mesmos, em que cada problema será tratado de uma nova maneira. Podemos considerá-las como os cenários onde iremos representar a nossa peça teatral. Em cada um dos doze cenários, automaticamente assumiremos uma fala diferente para o nosso personagem. De maneira simplificada, as casas ocupadas por um ou mais planetas irão ter uma participação maior na vida do indivíduo. 

Embora nem todas as casas estejam habitadas por um planeta, não significa que não haverá uma participação do indivíduo naquele determinado assunto. Não há assunto de nosso interesse que não seja devidamente abordado pelas casas. Apesar de serem doze, elas têm uma maneira de abordagem principal e outra derivada. Assim sendo nenhum assunto fica sem respostas, como por exemplo: a família do cônjuge, o dinheiro dos filhos, os avós, as doenças dos irmãos, a família do sócio, cunhados, o nosso dinheiro, o dinheiro dos nossos filhos, do nossos pais, a saúde do sobrinho, os netos, as noras ou genros, etc. 

Casa Um
Relaciona-se com o planeta Marte e o signo de Áries. A casa um é o nosso cartão de visita. Ela simboliza a personalidade, a maneira que nos afirmamos. Ela irá demonstrar como somos vistos por aqueles que nos cercam. É o nosso tipo físico. O Ascendente (ponto inicial da casa um - o signo que está ascendendo no céu na hora exata do nosso nascimento) indica a experiência que nos possibilitará reconhecermos enquanto indivíduo. Esta casa demonstra muito mais o que nós gostaríamos de ser, ou nos mostra em que nós estamos nos tornando. “Esta casa é a parte mais informe do mapa natal, pois ela, muito mais do que o restante do mapa, está num processo de vir-a-ser” (“Saturno”- Liz Greene).

Casa Dois
Relaciona-se com o planeta Vênus e o signo de Touro. A casa dois tradicionalmente está relacionada com o dinheiro, com os valores (emocionais e materiais). A propriedade, a posse, de que maneira encaramos tudo aquilo que é “nosso”. Ela irá mostrar a capacidade de cada um para multiplicar seus recursos, para ver satisfeitas as necessidades, os desejos. Esta casa também representa a nossa capacidade de valorizar relacionamentos com nossos semelhantes. O que cada um de nós possui hoje é a herança do passado. Olhando através da reencarnação, entendemos nossas tendências, capacidades e o nosso karma, que foram produzidos em outras vidas. A utilização de todo passado é agora uma questão para esta casa dois. Em função de como usa aquilo que possui, tanto o que recebeu no momento de seu nascimento quanto aquilo que conquistou durante a vida, o indivíduo atinge um entendimento de quem é. Nossos bens devem ser usados, pois tudo o que não usamos (capacidades, riquezas), transformam-se em impedimentos para o desenvolvimento individual e da sociedade como um todo. “O indivíduo que vive de acordo com valores espirituais compreende que ele mesmo, como pessoa viva, é a última posse a ser sacrificada à humanidade no altar da evolução humana” (“As Casas Astrológicas”- Dane Rudhyar)

Casa Três
Relaciona-se com o planeta Mercúrio e o signo de Gêmeos. Esta casa representa a nossa capacidade de usar o potencial da mente e a capacidade de entender os fatos (primeira escolaridade); a capacidade de nos fazer entender (meios de comunicações). A facilidade ou não com os escritos, proferir conferências; trabalhar com vendas, ensinar. Esta, também, a casa do nosso dia-a-dia; dos relacionamentos com primos, irmãos, vizinhos e das pequenas viagens. A relação com o nosso meio ambiente, desde a infância, é a base para a formação de nosso caráter e por conseguinte nossa resposta para vida. Esta casa está relacionada com as observações pessoais do ambiente que nos cerca, até onde podemos ir; “aprender até onde podemos chegar com segurança no campo social e intelectual”.

Casa Quatro
Relaciona-se com a Lua e o signo de Câncer. Esta casa indica o lugar onde encontramos a nossa segurança emocional. Por isso ela está relacionada com a nossa primeira infância, com os nossos pais. De que maneira fomos influenciados pelo contexto familiar. Assim sendo é a casa que demonstra o nosso lar de origem, e que em contrapartida mais tarde será o lar que formaremos, já adultos, para a família que nós constituirmos. A melhor maneira de simbolizá-la é imaginarmos que esta casa será o nosso útero. Aqui também teremos noção da capacidade de nutrir emocionalmente aqueles que amamos. São tratados também por esta casa assuntos imobiliários, terrenos etc.

Casa Cinco
Relaciona-se com o Sol e o signo de Leão. A principal tônica da casa cinco é a auto-expressão, a criatividade. De que maneira iremos imprimir a nossa marca no mundo, deixar impressa a nossa personalidade. Deste modo ficam implícitas todas as atividades que permitem o reconhecimento, tais como: esporte, artes, jogos, os relacionamentos amorosos, na medida em que proporcionam a admiração por parte de quem nos ama. Esta é também a casa dos filhos, uma vez que eles geralmente representam a nossa melhor marca impressa no mundo. É nesta casa que nós atuamos o mais próximo possível, enquanto indivíduos. O que estamos buscando aqui é aperfeiçoarmos a nossa própria natureza. “Estamos mais preocupados em sermos “original” do que em originar” (Dane Rudhyar). Esta casa é a área de nossa vida que simboliza o resultado de nossas emoções. A maior lição desta casa é podermos exprimir a nossa natureza mais íntima, como bem colocou Dane Rudhyar, em termos de pureza de motivo, utilizando de modo “puro” os meios existentes para a liberação de nossas energias. Ser puro é ser exclusivamente o que se é como indivíduo específico em termos de seu próprio destino.

Casa Seis
Relaciona-se com o planeta Mercúrio e o signo de Virgem. Esta casa demonstra as crises pessoais e como devemos enfrentá-las. Aqui o indivíduo pode saber como crescerá e se transformará. “Quais os tipos básicos de desafios que se pode esperar sempre que se apresentarem oportunidades para o crescimento”. O enfoque mais importante que esta casa trata, é o crescimento pessoal. Tradicionalmente esta casa está relacionada a atividade proveniente do trabalho, de acordo com um conceito mental (de que maneira executamos uma atividade, qual o nível de relacionamento com os colegas) e a saúde (a harmonia entre o corpo e a mente); quais as áreas de fragilidade do organismo quando este estiver sobrecarregado.

Casa Sete
Relaciona-se com o planeta Vênus e o signo de Libra. A casa sete representa os nossos relacionamentos íntimos e as nossas parcerias (sociedade de negócios ou casamento). Ela irá mostrar até que ponto estamos dispostos a entrar em acordo com o outro, a partilhar, a encontrar a harmonia no convívio íntimo. Esta casa também representa os inimigos e os processos, caso seja difícil praticar o exercício do respeito e do acordo. Nesta casa as experiências assumirão o conceito de participação. Aqui avaliaremos a nossa capacidade de nos comprometer com um propósito, seja ele com um parceiro ou com uma associação. A casa sete pode demonstrar se apenas somos capazes de cooperar, ou pode demonstrar se somos capazes da real participação em um todo maior. Avaliaremos nesta faixa do mapa a qualidade da relação que se pretende estabelecer. O que nós somos enquanto indivíduo, ficará esclarecido segundo o modo pelo qual nos relacionamos com as pessoas e com o mundo.

Casa Oito
Relaciona-se com o planeta Plutão e o signo de Escorpião. Esta casa representa a nossa vontade e a capacidade ou não de transformá-la. É a casa do poder, da sexualidade, das formas de cura (especialmente a psíquica). É a casa de todos os trabalhos de investigação, heranças, finanças conjuntas, morte, transformação, poder, sexualidade. Ela simboliza as posses de um relacionamento. Aqui haverá a indicação de tudo que o par enfrentará a fim de realizar as suas “potencialidades”. “A qualidade do relacionamento entre os parceiros torna-se um fator ativo e produtivo - ou inibitório e talvez destrutivo”. (“As casas Astrológicas”- Dane Rudhyar).

Casa Nove
Relaciona-se com o planeta Júpiter e o signo de Sagitário. A casa nove está relacionada com a nossa busca da Verdade. É a casa da filosofia, da ética, da religiosidade. Esta casa irá demonstrar a nossa predisposição em buscar a fé, a crença em algo Maior. Conforme a configuração desta casa, pode haver o perigo do fanatismo, ou então o total desinteresse pelo desenvolvimento espiritual. Avaliamos neste setor também a predisposição às viagens ao exterior e a educação superior. Esta casa tem relação com a compreensão que temos das coisas. “A compreensão é muito complexa, porque envolve a síntese de muitos fatores e dados conhecidos”.

Casa Dez
Relaciona-se com o planeta Saturno e o signo de Capricórnio. Esta é a casa das realizações. Ela irá mostrar nossa posição social, nosso status em relação à sociedade. É a casa que representa a nossa carreira profissional, as nossas responsabilidades, nosso dever. “A combinação da pessoa certa com o cargo para ela mais significativo representa a consumação da existência humana, todos os níveis de atividade” (“As Casas Astrológicas” - Dane Rudhyar). Uma vez trabalhando iremos atingir nossas expectativas de modo rápido, lento, sujeito a intrigas, escândalos – enfim, teremos uma definição sobre qual será a nossa trajetória.

Casa Onze
Relaciona-se com o planeta Urano e o signo de Aquário. A casa onze representa as atividades que nos colocam como parte integrante do Universo. São as atividades em grupo, por exemplo; clubes, reuniões, trabalho social etc. Aqui percebemos se há predisposição para sermos úteis e trabalharmos em prol de um bem comum, sob o ponto de vista intelectual. A política aqui estará representada. “Esta casa representa a ação sem interesse pessoal por seus frutos. É o único tipo de ação verdadeiramente criativo e livre. O indivíduo se torna uma lente límpida que focaliza a Luz e projeta sobre todo Solo virgem a imagem do Sol, ou a harmonia celeste da Fraternidade das estrelas”

Casa Doze
Relaciona-se com o planeta Netuno e o signo de Peixes. A casa doze é a mais difícil de ser absorvida, principalmente pelas pessoas muito materialistas. Ela representa as práticas espirituais para uma interação com o Todo. A doação por amor, como trabalhos em hospitais, filantropia, prisões, etc. É a casa dos segredos do isolamento, de todas as formas de escapismo (álcool, drogas). Ainda nesta casa podemos considerá-la como o fim de ciclo, aqui a pessoa confrontará seus acertos e erros. Ou o indivíduo abraça seus sucessos transformando-os no cerne de um novo ciclo de desenvolvimento, ou enfrenta a sua coleção de fracassos.

Ely da Costa Varella

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Fases da Lua

CURRENT MOON

Lua Fora de Curso

A Lua fora de Curso se dá quando ela transita por um signo e não faz mais nenhum aspecto (ângulo de zero, sessenta, noventa, cento e vinte e cento e oitenta graus) enquanto está naquele signo. É como se a Lua estivesse incomunicável. O fato de não fazer aspectos indica que aquele assunto não terá sustentação ou vai ocorrer de forma imprevisível.

Neste momento o bom é dar continuidade ao que já se conhece, que já está implantado. Você não vai perceber o efeito desta Lua em casa ou no trabalho fazendo suas atividades do dia-a-dia.

Sabe aquela meditação que nunca arranjamos tempo para fazer ou exercícios de relaxamento que na verdade nunca desligamos totalmente? E aquela massagem que sabemos que merecemos, mas nos falta tempo para nos permitir? Então, essa é a hora certa se praticar tais atividades introspectivas.

E o que não fazer no período desta Lua? Bem aqui vai uma pequena lista:

-Marcar vôos para viagens longas, se você tiver objetivos em outro país (sobretudo de longo prazo).

-Mudar-se de casa.

-Começar qualquer atividade que pretenda ter efeitos a longo prazo.

-Submeter-se a cirurgias.

-Realizar matrículas em cursos.

-Inaugurar empreendimentos (nada de estréia de peça de teatro, exposição, lançamento de livro, etc.)

-Marcar reuniões inaugurais importantes para este período.

-Ter o primeiro encontro para sair com alguém em quem você esteja interessado.

-Marcar consulta com um médico que você ainda não conhece

Tabela da Lua fora de curso para Outubro de 2016

Signo onde a Lua fora de curso está
Dia e horário de início da LFC
Dia e horário do final da LFC

  • 02h44 até 16h44 do dia 02, em Escorpião
  • 22h05 do dia 04 até 05h27 do dia 05, em Sagitário
  • 03h27 até 17h41 do dia 07, em Capricórnio
  • 13h52 do dia 09 até 03h34 do dia 10, em Aquário
  • 20h05 do dia 11 até 09h44 do dia 12, em Peixes
  • 04h14 até 12h09 do dia 14, em Áries
  • 02h24 até 13h05 do dia 16, em Touro
  • 12h47 do dia 17 até 12h31 do dia 18, em Gêmeos
  • 09h18 até 13h29 do dia 20, em Câncer
  • 17h15 até 17h35 do dia 22, em Leão
  • 10h22 do dia 24 até 01h17 do dia 25, em Virgem
  • 16h34 do dia 26 até 11h52 do dia 27, em Libra
  • 08h11 do dia 29 até 00h02 do dia 30, em Escorpião

Os horários correspondem ao horário de Brasília de 3 horas a menos em relação a Greenwich. Para outras localidades, é necessário somar ou subtrair horas, de acordo com o fuso horário.


"O horóscopo de nascimento só pode ser corretamente interpretado por homens e mulheres de sabedoria intuitiva; e destes há poucos" (Paramahansa Yogananda)

"Ainda que os planetas rejam os destinos terrestres, não deveria ser esquecido que Deus os controla. Entregando-nos a Ele, os efeitos planetários são suavizados e algumas vezes mudados. Quando a graça de Deus desce, os efeitos planetários são muito fracos" (primeiro filósofo da Índia: Satguru Keshavedas)



Os Aspectos

Os aspectos podem ser divididos em duas categorias: harmônicos e fluentes, ou dinâmicos e desafiadores, como bem os definiu Stephen Arroyo. Aqui apenas vou citar os principais:

Na primeira categoria, a dos aspectos harmônicos e fluentes estão algumas:

Conjunções
:

este aspecto tem uma distância de zero graus entre os planetas envolvidos. Sua influência positiva ou negativa, varia de acordo com os planetas envolvidos. É considerado o mais importante na astrologia, pois representa a junção de duas fortes energias.

O sêxtil:
a distância entre os planetas envolvidos é de sessenta graus. Considerado um aspecto fácil, pode nem sempre ser aproveitado pelo indivíduo. Ele é sempre uma saída para aliviar a tensão provocada por aspectos difíceis.

O trígono:
este mantém uma distância de cento e vinte graus entre os planetas envolvidos. É o mais fácil de todos os aspectos. Pode indicar um talento fácil de ser expressado. Porém ele pode provocar excessos que podem ser distorcidos devido à cooperação entre os planetas envolvidos.

Na segunda categoria, de aspectos dinâmicos e desafiadores, além de termos novamente algumas conjunções temos:


A quadratura:
este aspecto assinala noventa graus a distância entre os planetas. Este é o aspecto mais difícil, pois acaba trazendo sempre frustrações. Ele provoca tensão interior; são a duas facetas da personalidade em discórdia dentro do indivíduo.

A oposição:
este apresenta uma distância de cento e oitenta graus. Considerado um aspecto negativo, pois existe aqui a necessidade de se chegar ao meio-termo, de aliviar a tensão. Ele não cria uma grande frustração interior, mas quando conseguimos entender uma oposição podemos transformar esta energia em uma expressão mais positiva. Eu gosto de comparar a oposição a uma gangorra: podemos olhar os dois lados dela e desta forma eliminar o excesso do impulso, controlando as duas faces da personalidade.

Ely da Costa Varella