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quarta-feira, 17 de março de 2010

Dor


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Como uma palavra tão pequena pode ter um significado tão devastador?
Quantos tipos de dores existem? Quais são as dores do mundo?
Podemos medi-las? Podemos julgá-las? Podemos sequer entendê-las?

Nós chamamos pela dor?
Ela chega até nós pegando carona em algum vento que sopra vindo do noroeste?
Ela nos atropela feito uma locomotiva enlouquecida alimentada pelo fogo do carvoeiro?
Ela é um vírus incubado em nosso organismo que mais dia menos dia irá se desenvolver?

Não importa de que modo ela nos atinge porque é certo que irá nos atingir e o resultado de sua chegada é sempre o mesmo.

É como a prática do harakiri. Ela é a lâmina afiada que perfura o abdômen provocando um dilaceramento das entranhas. Seu impacto rasgando a carne, penetrando sem cerimônia em todas as camadas de gordura da pela, atingindo os nervos, as células, os órgãos, jorrando o sangue viscoso, vermelho intenso. O corpo agora está chorando.

Enquanto escorre as lágrimas de sangue do corpo, os olhos também começam a verter suas lágrimas de sal. Olhos esbugalhados, o ar não consegue chegar ao pulmão. O suor frio começa a percorrer a face. Uma vertigem turva a visão. Passado e presente se misturam na mente que já não tem mais o domínio de si mesma.

E você tenta desesperadamente entender como é que você chegou assim, tão deliberadamente diante da dor. E é assim que a vida escorre por entre os dedos e você imagina que nunca mais irá se livrar dessa dor. Da Tal Dor.

Mas você não está praticando o harakiri. Você nem ao menos acaba de ser atropelado por uma jamanta na estrada. Nem ao menos foi atingido por um projétil de arma de fogo. Estou aqui descrevendo a “dor emocional”.

Você está vivo diante da dor. Vulnerável, completamente subjugado pela dor.

Uma onda de choro angustiado, gritado, escancarado te envolve. Você se percebe não banhado em sangue, porque a lâmina que te perfurou é invisível.
E nesse momento você só pode chorar. Chora como os bebês choram a espera do seio que irá aplacar a sua fome, porque simplesmente eles não têm outra forma de dizer sobre a sua dor.

Chora tanto que é difícil imaginar de onde vem tanta água. Até que você começa a serenar. A intensidade das lágrimas diminui. Você tenta recobrar os sentidos. Você começa a tentar entender o que está acontecendo.

E nessa hora você está totalmente sozinho. Porque ninguém poderá tirar com as mãos essa dor de você. Como mãe do bebê que chega com seu seio vertendo o alimento que irá fazer cessar imediatamente aquele problema que gerou a dor dele: a fome.

Então você se dá conta da sua “pequenês” e vem a vontade de se isolar. De se trancar em algum porão escuro, longe das vistas dos curiosos. Você não quer falar, você não quer olhar, você não quer ouvir. Na verdade você gostaria de sumir. Como quando a gente tem um sonho ruim e consegue escapar dele; sumindo no sonho e acordando na proteção de nossa cama em nosso quarto. Mas você não está em um pesadelo, você está acordado. É real!

Daí vem um silêncio. Um silêncio profundo... tanto quanto a profundidade da dor. O silêncio é tão denso que você já não ouve o som externo. O mundo parou a sua volta. A Terra deixou de girar. Você já não ouve mais os carros trafegarem nas ruas com suas buzinas ruidosas. Você não ouve mais nenhum latido, nenhum tilintar de panelas na cozinha. Naquele instante no mundo existe apenas você.

Paulatinamente o tempo, o sábio tempo, vai te distanciando da dor. O silêncio vai te trazendo um vazio. Até o dia em que você olha para aquela dor e ela não está mais lá. Lá está somente o vazio.

Eu sempre me lembro de uma conhecida que dizia quando estava passando por um problema: pergunte a si mesma se daqui a dez, vinte anos isso ainda será importante. Claro que a resposta sempre será não.

Mas eu aqui completo: realmente seja qual for o problema que tenha originado a dor, daqui a dez, vinte, trinta anos não será mais importante, mas você com certeza a partir da experiência da dor, não será mais a mesma pessoa.

Essa é a função da dor. A de nos transformar em seres humanos melhores. Porque só uma dor “bem vivida” pode vasculhar todos os compartimentos da alma, te trazendo a consciência, o conhecimento de si mesmo, a paz.

O vazio lá está e lá permanecerá. E você irá aprender a conviver pacificamente com ele. Mas não se iluda, porque a qualquer momento algum fato pode fazer com você se lembre de tudo novamente. Mas daí será apenas uma lembrança. A dor irá tentar te consumir novamente, mas você não permitira, porque já entendeu o porquê de tudo ter acontecido do jeito que aconteceu. Então o vazio fica latejando levemente apenas para lembrá-lo da lição que você já aprendeu e que não é necessário que volte a repeti-la.

Mas tenha cuidado, porque este mesmo vazio - deixado pela dor - pode tornar você uma pessoa amarga, ressentida, raivosa, vingativa, frustrada e todos esses sentimentos preencherão “o vazio” com toda a espécie de doença que o corpo é capaz de sofrer. E pior que isso, este vazio mal preenchido pode levar você a reincidência na mesma dor por várias vezes. Se repetindo, se repetindo feito um disco quebrado na vitrola.

Então evitar a dor é impossível, mas sucumbir a ela é a falta de entendimento em relação à nossa responsabilidade diante de nossa vida.

Não tem nada de vergonhoso “errar” e gerar a dor.

O horror é se recusar a entender a própria parcela de “culpa” que te levou ao encontro da dor.

Lembrando sempre que não somos apenas o nosso signo solar mais sim uma configuração de doze signos com dez planetas darei apenas uma idéia sob o ponto de vista da dor em cada signo solar. O certo é lógico cada um ter bem entendido o seu próprio Mapa Astral.

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Áries
Quando este nativo estiver diante de um problema, antes dele eventualmente sentir dor, ele estará dando vazão a uma ira enorme. Toda uma explosão de gritos, xingamentos, digno de fazer corar uma “senhorinha” das antigas. Isto se deve a carga energética de Marte que acompanha os arianos onde a indisciplina é sua companheira. São pessoas que não podem ser contrariadas. Então, quando se metem em algo que a vida vai contrariar, bem... não fique na frente de um ariano nessa hora...Deixem-no sozinho, porque ele tem uma enorme dificuldade em ouvir os outros. Após arrebatamentos e descargas emocionais intensas, podem ter ataques nervosos culminando em uma depressão mórbida. Sendo assim a raiva, a violência, a insatisfação, a impaciência devem ser pouco a pouco trabalhados e transformados em energia saudável para evitar um estrago maior da dor.  Dificilmente um nativo desse signo se deixará engolir pelos problemas, pois lutará sempre em direção à vitória. Dê tempo ao tempo. Freado o impulso de quebrar sua cabeça na parede, se achar o equilíbrio logo, a dor se transformará em força de luta. Afinal aquilo que não nos destrói nos deixa mais fortes, já dizia, não me lembro quem. Mas dizia.

Touro
Este signo representa a posse. Vive da paixão de “ter”, que facilmente se transforma em idéia fixa e ciúme obsessivo. Possuidor de uma motivação de tomar e conservar, seu instinto gera uma natureza receptiva a tudo que cobiça. Neste ponto vemos uma brecha onde a dor pode se instalar. Ele não ter o que acha que é seu por direito pode tirar este ser de temperamento dionisíaco aparentemente simples, bondoso paciente e transformá-lo no touro que arrasta a pata para trás enquanto olhos fixos no “pano vermelho” pronto para dar uma feroz corrida em seu alvo, tanto mais feroz quanto a raiva que está sentindo na hora. Este ser é capaz de repentinos furores, tanto mais violentos e inesperados quanto demorados para amadurecer. Quando a dor se instala essas pessoas podem ficar presas às suas presunções e irem se fechando em uma teimosia estéril e uma luta sem fim, autodestrutiva. Podem ser rancorosos, e quando se vêem fracassados, cultivam uma incurável e melancólica passividade.

Gêmeos
Aqui, temos um signo que imprime aos seus nativos uma existência estreita com o contraditório. Eles procuram viver a intensidade do momento, ao mesmo tempo que cultivam um recuo e um distanciamento cerebral que evitam que se deixem levar completamente pela emoção. É a pessoa que se olha a todo instante e só vê a si mesma; narcisismo exarcebado. Eles jamais saberão o que é a dor. Tem o tipo geminiano que vem com o discurso do “incompreendido” sob o manto de suas afetações impertinentes, dissimulando “caretas de angústia”. E tem o tipo geminiano frio e cerebral. Estes são céticos e oportunistas, mestres na arte do jogo duplo. A dor alheia então, passa totalmente despercebida e não vão entender o porquê você está se debulhando em lágrimas.

Câncer
Os nativos deste signo da água são super sensíveis. Impressionáveis. Emotividade tensa, vibrante, vulnerável, facilmente desarmada. Este nativo conhece a dor da rejeição, por isso anda cuidadosamente. Preso ao passado, à sua história, as pessoas desse signo devem evitar viver em um turbilhão interior de sonhos e miragens. A dor sofrida hoje por um canceriano pode trazer a tona outras dores vividas anteriormente e ele então ficará encharcado de sentimentos e dores que já não conseguirá distinguir o que é, do que já foi. Sequer podem ter certeza se sofrem por algo concreto ou algo criado em sua imaginação. Como todos os signos da água, o canceriano pode desenvolver uma depressão levando a uma inércia total, porque ninguém pode obrigá-lo a fazer o que não quer fazer. Então a esses nativos, lembrem sempre que a dor é para ser fitada, vivida e rapidamente aprender a lição que ela trás. É necessária tenacidade para achar a porta de saída, antes de ser instalada a depressão.

Leão
Este nativo solar é acostumado a brilhar. Porém, em caso de fracasso, a frustração é a mais cruel, pois toca a pessoa em sua própria razão de viver. Tem dificuldade em admitir os obstáculos do acaso ou os acidentes naturais: sua vocação profunda leva-o a forçar o destino, mobilizando as energias, galvanizando os mais céticos e os mais tímidos. A dor pode tirar momentaneamente um leonino do prumo mas não se engane, o rei voltará a brilhar porque não é a toa que é um líder nato, pois esses nativos sabem antes de governar o outro, governar a si mesmos.

Virgem
A dor para esse nativo pode trazer uma revolta e uma agressividade com impulsos destrutivos comparáveis aos nascidos sob o signo de Escorpião. O virginiano então, bem comportado, torna-se louco, experimentando um anticonformismo provocador, cultivando espontaneamente a independência e a revolta. De fato, a angústia do abismo leva geralmente ao nativo a se conter, controlar, censurar. Mas essa reação às vezes é sentida como tão opressiva que determina uma brutal reviravolta. Felizmente este signo tem uma preciosa capacidade de distanciamento: é ao mesmo tempo o signo mais sério e o que se leva menos a sério.

Libra
Elegante, afável, combinações frágeis e sofisticadas, esse nativo não tem nada do voluntarista obstinado. Por isso quando o indivíduo está às voltas com uma situação dramática, seu temperamento incita-o geralmente a abdicar. Discussões, brigas calorosas, gritarias, ele jamais vai participar. Ele pode está escondendo sob uma aparência de calma e equilíbrio a obsessiva inquietação de se ver contestado ou rejeitado. Mas em uma ocasião estaremos arriscados a ver nosso diplomático signo reagir violentamente; quando algo fere seu íntimo e quando exige seu senso de justiça.

Escorpião
O escorpiano sofre grandes golpes na vida, passa por grandes dores, porque é um signo profundo. Não tem a superficialidade de alguns outros, que acabam não sentindo tanto uma perda, uma desconsideração da mesma forma que esse signo. Toda pressão social, todo freio, toda intervenção de uma vontade exterior lhe são insuportáveis; ele os sente como se fossem um atentado contra seu ser mais íntimo. Ansioso, hipersensível, atravessa frequentemente períodos de angústia e sua necessidade aguda de modificar as coisas leva-o a comportamentos destrutivos. Quando a dor atinge suas entranhas ele as vive intensamente, enquanto não atinge o fundo do “poço”, se debulhando em lágrimas, em culpas, autopunição, flagelo humano não volta ao normal. Mas lentamente esse nativo vai se reconstruindo e quando ele volta ao topo do poço novamente estará totalmente renovado. Um escorpião não se furtará a olhar para a sua dor para tirar dela toda a lição do que for capaz. Ele não tem medo escuro da alma. Ele é a “Fênix” do zodíaco. E nesta volta ele estará mais inteiro, mais sábio. Mas não podemos nos esquecer dos escorpiões “cobras”, aqueles vingativos, mesquinhos. Destes se você foi o causador da dor, então boa sorte, porque quando ele voltar na superfície do poço você terá um inimigo implacável.

Sagitário
Sua fonte de liberdade não pode admitir que a realidade lhe imponha limites ou restrições. Vivendo em um estado de revolta constante contra os hábitos e os princípios, esse ser é de uma generosidade fogosa, com arroubos sucessivos que o levam a grandes e audaciosas empreitadas. Quando a dor atinge esse ser, sua fé inabalável irá reconduzi-lo ao controle novamente de si mesmo. Ele simplesmente confia, acredita em algo Maior, e sua própria força.  Nenhuma dor será forte o suficiente para subjugar a fé desse signo.

Capricórnio
Sóbrio, pontual, tímido, suas virtudes de rigor e de integridade não o fazem espontaneamente simpático. Tal exatidão encerra-o às vezes num isolamento altivo e amargo. Esta vontade fria e refletida assegura um controle impressionante para enfrentar os obstáculos. Mas por trás desse comportamento estóico e abrupto pode esconder-se a sensibilidade aguda e dolorosa daquele que não consegue exprimir emoções e sentimentos. A dor faz com que esse signo prefira a solidão, o recolhimento. Sozinho atravessa os escombros da sua alma carregando todo o peso do mundo. Se responsabilizando pelo eventual fracasso. Não tente oferecer o ombro nesta hora só a solidão, porque um capricorniano não vai se mostrar vulnerável para ninguém.

Aquário
Esse nativo alheia-se espontaneamente das preocupações cotidianas e das realidades prosaicas, paira longe, acima das discussões mesquinhas e dos interesses particulares. O aspecto prático e pessoal das coisas lhe é indiferente, e o banal lhe pesa. Quando a vida não permite que realize seus ideais, refugia-se num tipo de resignação, de aceitação dolorosa. Não espere que este nativo se apiede de qualquer tipo de dor. Eles não sentem a dor. Eles desprezam a dor individual para só se aterem a dor da coletividade. Só se preocupam com o bem estar de todos. Ele não irá falar de seus sentimentos nem do que incomoda, simplesmente porque nada pessoalmente será sentido.

Peixes
Este é o signo da compaixão. Se pudessem baniriam todas as lágrimas e dores humanas,  porque sente que elas poderão vir a ser suas dores e lágrimas também. Têm uma tristeza oculta dentro de si, embora muitas vezes não a definam desta forma. São as esponjas do zodíaco, absorvendo toda espécie de sentimento. Em caso de perigo imediato, refugia-se geralmente num mundo de ilusões e de visões interiores. Com a intensidade que acompanha todo signo da água, os nativos de Peixes podem ter dificuldade em olhar a dor objetivamente. Um autoflagelo, uma “pena de si mesmo”, podem levá-lo a fugir para o paraíso artificial através do uso das drogas lícitas e ilícitas. Chorar lava a alma e é sempre um santo remédio para os signos da água.
Ely da Costa Varella 
(texto dos signos feito também com base do livro Dicinário Astrológico de Catarine Aubier) 


Fases da Lua

CURRENT MOON

Lua Fora de Curso

A Lua fora de Curso se dá quando ela transita por um signo e não faz mais nenhum aspecto (ângulo de zero, sessenta, noventa, cento e vinte e cento e oitenta graus) enquanto está naquele signo. É como se a Lua estivesse incomunicável. O fato de não fazer aspectos indica que aquele assunto não terá sustentação ou vai ocorrer de forma imprevisível.

Neste momento o bom é dar continuidade ao que já se conhece, que já está implantado. Você não vai perceber o efeito desta Lua em casa ou no trabalho fazendo suas atividades do dia-a-dia.

Sabe aquela meditação que nunca arranjamos tempo para fazer ou exercícios de relaxamento que na verdade nunca desligamos totalmente? E aquela massagem que sabemos que merecemos, mas nos falta tempo para nos permitir? Então, essa é a hora certa se praticar tais atividades introspectivas.

E o que não fazer no período desta Lua? Bem aqui vai uma pequena lista:

-Marcar vôos para viagens longas, se você tiver objetivos em outro país (sobretudo de longo prazo).

-Mudar-se de casa.

-Começar qualquer atividade que pretenda ter efeitos a longo prazo.

-Submeter-se a cirurgias.

-Realizar matrículas em cursos.

-Inaugurar empreendimentos (nada de estréia de peça de teatro, exposição, lançamento de livro, etc.)

-Marcar reuniões inaugurais importantes para este período.

-Ter o primeiro encontro para sair com alguém em quem você esteja interessado.

-Marcar consulta com um médico que você ainda não conhece

Tabela da Lua fora de curso para Outubro de 2016

Signo onde a Lua fora de curso está
Dia e horário de início da LFC
Dia e horário do final da LFC

  • 02h44 até 16h44 do dia 02, em Escorpião
  • 22h05 do dia 04 até 05h27 do dia 05, em Sagitário
  • 03h27 até 17h41 do dia 07, em Capricórnio
  • 13h52 do dia 09 até 03h34 do dia 10, em Aquário
  • 20h05 do dia 11 até 09h44 do dia 12, em Peixes
  • 04h14 até 12h09 do dia 14, em Áries
  • 02h24 até 13h05 do dia 16, em Touro
  • 12h47 do dia 17 até 12h31 do dia 18, em Gêmeos
  • 09h18 até 13h29 do dia 20, em Câncer
  • 17h15 até 17h35 do dia 22, em Leão
  • 10h22 do dia 24 até 01h17 do dia 25, em Virgem
  • 16h34 do dia 26 até 11h52 do dia 27, em Libra
  • 08h11 do dia 29 até 00h02 do dia 30, em Escorpião

Os horários correspondem ao horário de Brasília de 3 horas a menos em relação a Greenwich. Para outras localidades, é necessário somar ou subtrair horas, de acordo com o fuso horário.


"O horóscopo de nascimento só pode ser corretamente interpretado por homens e mulheres de sabedoria intuitiva; e destes há poucos" (Paramahansa Yogananda)

"Ainda que os planetas rejam os destinos terrestres, não deveria ser esquecido que Deus os controla. Entregando-nos a Ele, os efeitos planetários são suavizados e algumas vezes mudados. Quando a graça de Deus desce, os efeitos planetários são muito fracos" (primeiro filósofo da Índia: Satguru Keshavedas)



Os Aspectos

Os aspectos podem ser divididos em duas categorias: harmônicos e fluentes, ou dinâmicos e desafiadores, como bem os definiu Stephen Arroyo. Aqui apenas vou citar os principais:

Na primeira categoria, a dos aspectos harmônicos e fluentes estão algumas:

Conjunções
:

este aspecto tem uma distância de zero graus entre os planetas envolvidos. Sua influência positiva ou negativa, varia de acordo com os planetas envolvidos. É considerado o mais importante na astrologia, pois representa a junção de duas fortes energias.

O sêxtil:
a distância entre os planetas envolvidos é de sessenta graus. Considerado um aspecto fácil, pode nem sempre ser aproveitado pelo indivíduo. Ele é sempre uma saída para aliviar a tensão provocada por aspectos difíceis.

O trígono:
este mantém uma distância de cento e vinte graus entre os planetas envolvidos. É o mais fácil de todos os aspectos. Pode indicar um talento fácil de ser expressado. Porém ele pode provocar excessos que podem ser distorcidos devido à cooperação entre os planetas envolvidos.

Na segunda categoria, de aspectos dinâmicos e desafiadores, além de termos novamente algumas conjunções temos:


A quadratura:
este aspecto assinala noventa graus a distância entre os planetas. Este é o aspecto mais difícil, pois acaba trazendo sempre frustrações. Ele provoca tensão interior; são a duas facetas da personalidade em discórdia dentro do indivíduo.

A oposição:
este apresenta uma distância de cento e oitenta graus. Considerado um aspecto negativo, pois existe aqui a necessidade de se chegar ao meio-termo, de aliviar a tensão. Ele não cria uma grande frustração interior, mas quando conseguimos entender uma oposição podemos transformar esta energia em uma expressão mais positiva. Eu gosto de comparar a oposição a uma gangorra: podemos olhar os dois lados dela e desta forma eliminar o excesso do impulso, controlando as duas faces da personalidade.

Ely da Costa Varella