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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Psicanálise e a Astrologia

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Tanto a Astrologia quanto a Psicanálise buscam uma visão global do fenômeno humano. Elas interpretam as dissonâncias e as correspondências mais do que elaborar um catálogo psicológico.

Segundo André Barbault (De La Psychanlyse à L’Astrologie, Seuil): “A Astrologia deve ocupar-se com os fenômenos primários do inconsciente, com os processos psíquicos elementares que se traduzem em fatos análogos; com efeito, neste nível de elaboração psicológica, a vida se constrói e se realiza sobre o modelo analógico. Procedendo como a psicanálise, que recorre à associação de idéias, a Astrologia limita-se a retomar e incorporar o procedimento desses fatos analógicos da vida humana, para decifrá-los tão fielmente quanto possível,  a fim de estar à altura de sua missão”

Para a Psicanálise a Astrologia é bastante útil, porque permite ao psicanalista e o seu consulente através do Tema de Nascimento, focar em um problema específico, que sem esse instrumento poderia permanecer escondido por muito tempo.

Freud dividia a realidade individual em três superposições: o id, responsável pelo inconsciente; o ego, nosso consciente e por fim o superego, instância da censura, resultante da identificação da criança com seus pais ou educadores, criando uma imagem ideal, rígida e coercitiva, da qual o ego sofre a permanente oposição. Resulta daí violentos conflitos com o id e as pulsões instintivas.

Na Astrologia temos os pontos cardeais que norteiam esta estrutura Freudiana. O id, o mais íntimo do ser e também a faixa mais obscura está relacionado com o Fundo do Céu; o superego, que seria um projeto de sublimação e de transcendência, está relacionado ao Meio do Céu; o horizonte Ascendente/Descendente (comportamento, relação com os outros), que representa bem o ego freudiano, em toda a sua complexidade.

Na estrutura planetária vemos o id ligado à Lua (universo infantil, imaginário, incontrolado). Já o ego sendo a consciência, se relaciona com o Sol. O superego que é ao mesmo tempo elemento de ordem, autoridade, hierarquia, censura e inibição, pode ligar-se à dupla influência complementar dos planetas Júpiter e Saturno.

Na infância, Freud levanta três fases: a oral, a anal e a genital, que representa a maturidade, o cumprimento de um desenvolvimento realizado. Então vemos identificadas pela Astrologia a fase oral e anal sendo representadas pelo eixo Touro/Escorpião (Touro sendo a boca, garganta, absorção e Escorpião sendo o sexo, ânus, excreção, eliminação). Esse eixo é essencial: liga-se à dupla pulsão de apropriação e rejeição, de onde procede  uma dupla tendência criativa/destrutiva, que se aplica ao mesmo tempo ao mundo e à própria pessoa.

Essas considerações trabalham os conceitos de Eros e Tanatos – instinto de vida e de criação, instinto de morte e de destruição. Eros sendo a libido, o amor no sentido amplo e sintético – energia que emana da sexualidade, associando ternura e sensualidade, prazer e genitalidade. Tanatos seria então uma reação de recusa do ego formado que exclui tudo o que pode contrariá-lo ou colocá-lo em perigo, opondo-se em seguida à sua própria metamorfose, o que leva paradoxalmente a uma situação congelada, sinônimo de autodestruição e morte.

Na Astrologia, Eros tem analogia com Vênus de Touro, planeta do prazer, do desejo de fusão e de efusão, da abertura, da receptividade, da sedução. Tanatos se corresponde de modo mais sutil, Marte regente de Áries como sinônimo da virilidade conquistadora e de poder belicoso. Seus atributos derivam antes, do instinto de vida – a busca do espaço vital. Mas Marte está ligado igualmente a Escorpião (segundo regente). Esse Escorpião marciano e plutônico desenvolve uma autodefesa e uma agressividade que resultam às vezes em um auto bloqueio mortal. Vê-se aqui o trabalho de forças de destruição e de autodestruição indispensável a toda renovação.

Aliar a Psicanálise e a Astrologia para o bem do indivíduo que busca o autoconhecimento e a libertação de traumas que se vê enredado, é de grande valia a evolução do ser humano.

Ely Varella
(texto baseado em Catherine Aubier, Dicionário Prático de Astrologia)
(imagem: hamameli-terapiasnaturais.blogspot.com)

Fases da Lua

CURRENT MOON

Lua Fora de Curso

A Lua fora de Curso se dá quando ela transita por um signo e não faz mais nenhum aspecto (ângulo de zero, sessenta, noventa, cento e vinte e cento e oitenta graus) enquanto está naquele signo. É como se a Lua estivesse incomunicável. O fato de não fazer aspectos indica que aquele assunto não terá sustentação ou vai ocorrer de forma imprevisível.

Neste momento o bom é dar continuidade ao que já se conhece, que já está implantado. Você não vai perceber o efeito desta Lua em casa ou no trabalho fazendo suas atividades do dia-a-dia.

Sabe aquela meditação que nunca arranjamos tempo para fazer ou exercícios de relaxamento que na verdade nunca desligamos totalmente? E aquela massagem que sabemos que merecemos, mas nos falta tempo para nos permitir? Então, essa é a hora certa se praticar tais atividades introspectivas.

E o que não fazer no período desta Lua? Bem aqui vai uma pequena lista:

-Marcar vôos para viagens longas, se você tiver objetivos em outro país (sobretudo de longo prazo).

-Mudar-se de casa.

-Começar qualquer atividade que pretenda ter efeitos a longo prazo.

-Submeter-se a cirurgias.

-Realizar matrículas em cursos.

-Inaugurar empreendimentos (nada de estréia de peça de teatro, exposição, lançamento de livro, etc.)

-Marcar reuniões inaugurais importantes para este período.

-Ter o primeiro encontro para sair com alguém em quem você esteja interessado.

-Marcar consulta com um médico que você ainda não conhece

Tabela da Lua fora de curso para Outubro de 2016

Signo onde a Lua fora de curso está
Dia e horário de início da LFC
Dia e horário do final da LFC

  • 02h44 até 16h44 do dia 02, em Escorpião
  • 22h05 do dia 04 até 05h27 do dia 05, em Sagitário
  • 03h27 até 17h41 do dia 07, em Capricórnio
  • 13h52 do dia 09 até 03h34 do dia 10, em Aquário
  • 20h05 do dia 11 até 09h44 do dia 12, em Peixes
  • 04h14 até 12h09 do dia 14, em Áries
  • 02h24 até 13h05 do dia 16, em Touro
  • 12h47 do dia 17 até 12h31 do dia 18, em Gêmeos
  • 09h18 até 13h29 do dia 20, em Câncer
  • 17h15 até 17h35 do dia 22, em Leão
  • 10h22 do dia 24 até 01h17 do dia 25, em Virgem
  • 16h34 do dia 26 até 11h52 do dia 27, em Libra
  • 08h11 do dia 29 até 00h02 do dia 30, em Escorpião

Os horários correspondem ao horário de Brasília de 3 horas a menos em relação a Greenwich. Para outras localidades, é necessário somar ou subtrair horas, de acordo com o fuso horário.


"O horóscopo de nascimento só pode ser corretamente interpretado por homens e mulheres de sabedoria intuitiva; e destes há poucos" (Paramahansa Yogananda)

"Ainda que os planetas rejam os destinos terrestres, não deveria ser esquecido que Deus os controla. Entregando-nos a Ele, os efeitos planetários são suavizados e algumas vezes mudados. Quando a graça de Deus desce, os efeitos planetários são muito fracos" (primeiro filósofo da Índia: Satguru Keshavedas)



Os Aspectos

Os aspectos podem ser divididos em duas categorias: harmônicos e fluentes, ou dinâmicos e desafiadores, como bem os definiu Stephen Arroyo. Aqui apenas vou citar os principais:

Na primeira categoria, a dos aspectos harmônicos e fluentes estão algumas:

Conjunções
:

este aspecto tem uma distância de zero graus entre os planetas envolvidos. Sua influência positiva ou negativa, varia de acordo com os planetas envolvidos. É considerado o mais importante na astrologia, pois representa a junção de duas fortes energias.

O sêxtil:
a distância entre os planetas envolvidos é de sessenta graus. Considerado um aspecto fácil, pode nem sempre ser aproveitado pelo indivíduo. Ele é sempre uma saída para aliviar a tensão provocada por aspectos difíceis.

O trígono:
este mantém uma distância de cento e vinte graus entre os planetas envolvidos. É o mais fácil de todos os aspectos. Pode indicar um talento fácil de ser expressado. Porém ele pode provocar excessos que podem ser distorcidos devido à cooperação entre os planetas envolvidos.

Na segunda categoria, de aspectos dinâmicos e desafiadores, além de termos novamente algumas conjunções temos:


A quadratura:
este aspecto assinala noventa graus a distância entre os planetas. Este é o aspecto mais difícil, pois acaba trazendo sempre frustrações. Ele provoca tensão interior; são a duas facetas da personalidade em discórdia dentro do indivíduo.

A oposição:
este apresenta uma distância de cento e oitenta graus. Considerado um aspecto negativo, pois existe aqui a necessidade de se chegar ao meio-termo, de aliviar a tensão. Ele não cria uma grande frustração interior, mas quando conseguimos entender uma oposição podemos transformar esta energia em uma expressão mais positiva. Eu gosto de comparar a oposição a uma gangorra: podemos olhar os dois lados dela e desta forma eliminar o excesso do impulso, controlando as duas faces da personalidade.

Ely da Costa Varella