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sábado, 3 de setembro de 2011

O Conceito da "Verdade" e a Astrologia


Na simplicidade do conhecimento é que reside a real sabedoria. O funcionamento do Todo, do Universo, é simples e perfeito. Deus nos mostra isto todos os dias no movimento do sol, da lua, nas marés, nascimento das plantas, a cadeia dos animais, etc.

“O mal da humanidade de hoje não está em ser inteligente - o mal está em não ser ainda assaz inteligente para compreender que a constituição do Universo exige a integração do menor no maior, do inferior ao superior, do intelecto individual na Razão Universal” (Huberto Rohden, “Lúcifer e Logos”).

Quem poderá ter certeza de ter encontrado a Verdade, se não estiver predisposto a avaliar todas as possibilidades? O campo da informação é absurdamente vasto. Provavelmente infinito.

Poderíamos dizer, então, que o conceito sobre o que é a Verdade traz em si uma complexidade tal, que talvez seja absolutamente impossível “fechar questão” sobre o tema. Isto porque cada indivíduo, cada ser humano, assim como possui um “DNA” próprio, único, o conceito sobre a Verdade, em cada um de nós, nunca será o mesmo. Semelhante talvez; nunca exatamente igual.

A verdade passa necessariamente, muitas vezes, sobre outro conceito de que, ou o que é Certo ou Errado. Afinal, desde o princípio de sua existência o homem não está a procura do que, e o que, é Certo ou Errado?

Muitas mentiras foram ditas, escritas, transmitidas, em nome da Verdade. E muitas Verdades foram tomadas por mentiras.

O que é verdadeiro hoje pode, num instante seguinte, não o ser mais. O discurso sobre a Verdade seja ele semântico ou técnico (embora este por seu caráter científico, matemático, esteja mais próximo da verdade sobre algumas coisas), provavelmente nunca chegará à Verdade Absoluta. Sejam as informações constantes neste discurso “duras” ou “moles”, “exclusivas” ou “abundantes”, sempre haverá algo mais, vindo das mais variadas fontes de informação, que poderá ser agregado ao tema, que pode distorcer aquilo que eventualmente foi estabelecido como verdadeiro.

Para Santo Agostinho, “o verdadeiro é aquilo que é; logo, o verdadeiro é exatamente a mesma coisa que o ente”. Esta mesma afirmativa é compartilhada por Aristóteles: “a disposição de uma coisa no seu ser é como sua disposição na Verdade”. Neste caso, a verdade seria o próprio Ser.

Avicena: “A verdade de cada coisa é aquela propriedade de seu ser que foi estabelecida para ele”.

Isaac: “A verdade consiste na assemelhação da coisa com a inteligência”.

Anselmo: “A verdade consiste na retidão perceptível exclusivamente ao espírito”.

Hilário: “Verdadeiro, é o ente que se revela e se explica”.

Huberto Rohden: “A verdade, fala pelo silêncio do espírito, sem nenhum ruído mental nem verbal; a verdade, quando pensada já está adulterada e, quando falada, está duplamente falsificada. A verdade é só genuinamente verdadeiro quando conscientizada em total silêncio”. Esta definição já envolve este tema, Verdade, de uma aura lúdica e única.

No Evangelho encontramos a seguinte afirmação: “A verdade é segura de si mesma; convence e não persegue, porque não tem necessidade de fazê-lo”. Neste caso, a Verdade aqui é Deus. E, se Deus é a Verdade Absoluta, quem não crê em Deus, portanto, estaria longe da Verdade. Não seria assim?

Pois, se ainda Santo Agostinho diz: “A Verdade é maior do que a Inteligência Humana”, não se pode dizer que é menor. Com efeito, se a Inteligência fosse superior à Verdade, caber-lhe-ia julgar sobre a Verdade, o que é falso. A inteligência julga não sobre a verdade; e sim segundo a verdade, da mesma forma que ao juiz não compete julgar sobre a lei, mas segundo a lei, assim estamos então em um dilema ainda maior, sobre a Verdade se contrapondo à matéria e espírito.

Creio que “verdadeiramente”, matéria e espírito são essenciais para, pelo menos, se chegar próximo da verdade. Se todos nós Seres Humanos, constituídos de matéria e espírito e se vários pensadores, através dos tempos, têm vinculado a própria existência do Ser à Verdade, não podemos abdicar de nenhum destes dois elementos.

Poder-se-ia discorrer em milhares de páginas sobre a Verdade. Aqui, está apenas uma partícula ínfima do universo da questão.

Acredito na impossibilidade da compreensão humana sobre a Verdade, insisto, em seu conceito Absoluto. A Verdade é, por tudo aquilo que já vi, ouvi, li e discuti, absolutamente mutável. Passa pela própria “teoria da Relatividade” de Einstein. Ela é circunstancial. Apesar da total “subjetividade” de uma das afirmações de Santo Agostinho, a meu ver podemos dizer que “a Verdade é aquilo que é”.

A partir desta reflexão, pude aproveitar diferentes universos esotéricos, buscando compreender todas as Verdades inerentes a eles. Vários são os caminhos para o aprendizado espiritual e todos têm o seu fascínio e as suas armadilhas.

Feliz da geração que puder presenciar a união entre todas as religiões e filosofias. Afinal a religião não fala somente à inteligência ou à emoção, seu maior papel é estimular o desenvolvimento espiritual.

A religião apenas responde ao impulso interior que está presente em cada homem, empurrando a humanidade sempre para a frente. Isto ocorre porque no fundo do coração de cada ser está sempre a necessidade permanente de Deus. Negar a Deus é sobretudo negar a si mesmo.

Quando todos os homens, independentemente de suas crenças, se unirem para orar em prol da humanidade, orar por justiça, amor e compreensão, poderemos afirmar que finalmente o esforço de grande Mestre Jesus Cristo, terá valido a pena.

“O segredo para possuir a Verdade só está em meu Pai, e em verdade te digo que meu Pai sempre tem estado em teu coração. Temos apenas de olhar para dentro... Bem aventurado o que busca conquanto morra crendo que jamais encontrou. E ditoso o que à força de buscar encontra. Quando encontrar, perturbar-se-á. E havendo se perturbado, maravilhar-se-á e reinará sobre tudo” (J.J. Benitez,“Operação Cavalo de Tróia”).

A Astrologia não é de maneira alguma a única verdade. Mas sem dúvida é uma das mais belas lições que o Pai nos legou.

O Horóscopo nada mais é do que o estudo das influências astrais sobre nós, originando nossa forma física, mental e espiritual. Ele estabelece o que vulgarmente denominamos de Destino, permitindo-nos o seu conhecimento, podemos trabalhar com o determinismo que rege nossas vidas.

A avaliação de nosso mapa astral pode só nos beneficiar, jamais haverá prejuízo para o exercício de nossa vontade através da razão.

O estudo dos astros tampouco conflitua com qualquer fé religiosa, pois sua função é trazer-nos o autoconhecimento.

“Todos os prognósticos estão sujeitos a modificações dependentes de outros dados do Horóscopo. Nunca nos esqueçamos que a Vontade pode produzir grandes mudanças no caráter e que o homem ou a mulher, regenerando-se, aniquilam os presságios maus, assim como quem se entrega aos vícios impele a realização dos presságios bons” (Francisco Waldomiro Lorenz, “A Sorte Revelada pelo Horóscopo Cabalístico”).

Considero a Astrologia como um caminho para a “iniciação”, pois só quando passamos a nos conhecer profundamente e conhecer o universo que nos rodeia podemos ir em direção ao Divino.

O ideal seria que todos estudássemos Astrologia. Afinal, decifrar essa simbologia astrológica depende da evolução e intuição de cada um de nós. Porém, vivemos em um mundo à beira do caos cotidiano e, estando cheios de conflitos e interrogações, recorremos a alguém que nos traduza a linguagem dos astros.

Não devemos nos esquecer que nossa vida diz respeito a nós mesmos, e melhor seria a nossa própria análise de nosso carma. Renasceríamos conscientemente. Compreendendo a sua analogia com tudo que faz parte do universo, aprenderíamos de fato a respeitar não só as diferenças entre os homens, como também passaríamos a reverenciar a natureza, ao invés de destruí-la.

Assim o mundo seria só amor e paz, pois a Astrologia nos ensina a olhar os povos e a nós mesmos sob uma nova dimensão da realidade.

Ely da Costa Varella

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Fases da Lua

CURRENT MOON

Lua Fora de Curso

A Lua fora de Curso se dá quando ela transita por um signo e não faz mais nenhum aspecto (ângulo de zero, sessenta, noventa, cento e vinte e cento e oitenta graus) enquanto está naquele signo. É como se a Lua estivesse incomunicável. O fato de não fazer aspectos indica que aquele assunto não terá sustentação ou vai ocorrer de forma imprevisível.

Neste momento o bom é dar continuidade ao que já se conhece, que já está implantado. Você não vai perceber o efeito desta Lua em casa ou no trabalho fazendo suas atividades do dia-a-dia.

Sabe aquela meditação que nunca arranjamos tempo para fazer ou exercícios de relaxamento que na verdade nunca desligamos totalmente? E aquela massagem que sabemos que merecemos, mas nos falta tempo para nos permitir? Então, essa é a hora certa se praticar tais atividades introspectivas.

E o que não fazer no período desta Lua? Bem aqui vai uma pequena lista:

-Marcar vôos para viagens longas, se você tiver objetivos em outro país (sobretudo de longo prazo).

-Mudar-se de casa.

-Começar qualquer atividade que pretenda ter efeitos a longo prazo.

-Submeter-se a cirurgias.

-Realizar matrículas em cursos.

-Inaugurar empreendimentos (nada de estréia de peça de teatro, exposição, lançamento de livro, etc.)

-Marcar reuniões inaugurais importantes para este período.

-Ter o primeiro encontro para sair com alguém em quem você esteja interessado.

-Marcar consulta com um médico que você ainda não conhece

Tabela da Lua fora de curso para Outubro de 2016

Signo onde a Lua fora de curso está
Dia e horário de início da LFC
Dia e horário do final da LFC

  • 02h44 até 16h44 do dia 02, em Escorpião
  • 22h05 do dia 04 até 05h27 do dia 05, em Sagitário
  • 03h27 até 17h41 do dia 07, em Capricórnio
  • 13h52 do dia 09 até 03h34 do dia 10, em Aquário
  • 20h05 do dia 11 até 09h44 do dia 12, em Peixes
  • 04h14 até 12h09 do dia 14, em Áries
  • 02h24 até 13h05 do dia 16, em Touro
  • 12h47 do dia 17 até 12h31 do dia 18, em Gêmeos
  • 09h18 até 13h29 do dia 20, em Câncer
  • 17h15 até 17h35 do dia 22, em Leão
  • 10h22 do dia 24 até 01h17 do dia 25, em Virgem
  • 16h34 do dia 26 até 11h52 do dia 27, em Libra
  • 08h11 do dia 29 até 00h02 do dia 30, em Escorpião

Os horários correspondem ao horário de Brasília de 3 horas a menos em relação a Greenwich. Para outras localidades, é necessário somar ou subtrair horas, de acordo com o fuso horário.


"O horóscopo de nascimento só pode ser corretamente interpretado por homens e mulheres de sabedoria intuitiva; e destes há poucos" (Paramahansa Yogananda)

"Ainda que os planetas rejam os destinos terrestres, não deveria ser esquecido que Deus os controla. Entregando-nos a Ele, os efeitos planetários são suavizados e algumas vezes mudados. Quando a graça de Deus desce, os efeitos planetários são muito fracos" (primeiro filósofo da Índia: Satguru Keshavedas)



Os Aspectos

Os aspectos podem ser divididos em duas categorias: harmônicos e fluentes, ou dinâmicos e desafiadores, como bem os definiu Stephen Arroyo. Aqui apenas vou citar os principais:

Na primeira categoria, a dos aspectos harmônicos e fluentes estão algumas:

Conjunções
:

este aspecto tem uma distância de zero graus entre os planetas envolvidos. Sua influência positiva ou negativa, varia de acordo com os planetas envolvidos. É considerado o mais importante na astrologia, pois representa a junção de duas fortes energias.

O sêxtil:
a distância entre os planetas envolvidos é de sessenta graus. Considerado um aspecto fácil, pode nem sempre ser aproveitado pelo indivíduo. Ele é sempre uma saída para aliviar a tensão provocada por aspectos difíceis.

O trígono:
este mantém uma distância de cento e vinte graus entre os planetas envolvidos. É o mais fácil de todos os aspectos. Pode indicar um talento fácil de ser expressado. Porém ele pode provocar excessos que podem ser distorcidos devido à cooperação entre os planetas envolvidos.

Na segunda categoria, de aspectos dinâmicos e desafiadores, além de termos novamente algumas conjunções temos:


A quadratura:
este aspecto assinala noventa graus a distância entre os planetas. Este é o aspecto mais difícil, pois acaba trazendo sempre frustrações. Ele provoca tensão interior; são a duas facetas da personalidade em discórdia dentro do indivíduo.

A oposição:
este apresenta uma distância de cento e oitenta graus. Considerado um aspecto negativo, pois existe aqui a necessidade de se chegar ao meio-termo, de aliviar a tensão. Ele não cria uma grande frustração interior, mas quando conseguimos entender uma oposição podemos transformar esta energia em uma expressão mais positiva. Eu gosto de comparar a oposição a uma gangorra: podemos olhar os dois lados dela e desta forma eliminar o excesso do impulso, controlando as duas faces da personalidade.

Ely da Costa Varella