Na simplicidade do conhecimento é que reside a real sabedoria. O funcionamento do Todo, do Universo, é simples e perfeito. Deus nos mostra isto todos os dias no movimento do sol, da lua, nas marés, nascimento das plantas, a cadeia dos animais, etc.
“O mal da humanidade de hoje não está em ser inteligente - o mal está em não ser ainda assaz inteligente para compreender que a constituição do Universo exige a integração do menor no maior, do inferior ao superior, do intelecto individual na Razão Universal” (Huberto Rohden, “Lúcifer e Logos”).
Quem poderá ter certeza de ter encontrado a Verdade, se não estiver predisposto a avaliar todas as possibilidades? O campo da informação é absurdamente vasto. Provavelmente infinito.
Poderíamos dizer, então, que o conceito sobre o que é a Verdade traz em si uma complexidade tal, que talvez seja absolutamente impossível “fechar questão” sobre o tema. Isto porque cada indivíduo, cada ser humano, assim como possui um “DNA” próprio, único, o conceito sobre a Verdade, em cada um de nós, nunca será o mesmo. Semelhante talvez; nunca exatamente igual.
A verdade passa necessariamente, muitas vezes, sobre outro conceito de que, ou o que é Certo ou Errado. Afinal, desde o princípio de sua existência o homem não está a procura do que, e o que, é Certo ou Errado?
Muitas mentiras foram ditas, escritas, transmitidas, em nome da Verdade. E muitas Verdades foram tomadas por mentiras.
O que é verdadeiro hoje pode, num instante seguinte, não o ser mais. O discurso sobre a Verdade seja ele semântico ou técnico (embora este por seu caráter científico, matemático, esteja mais próximo da verdade sobre algumas coisas), provavelmente nunca chegará à Verdade Absoluta. Sejam as informações constantes neste discurso “duras” ou “moles”, “exclusivas” ou “abundantes”, sempre haverá algo mais, vindo das mais variadas fontes de informação, que poderá ser agregado ao tema, que pode distorcer aquilo que eventualmente foi estabelecido como verdadeiro.
Para Santo Agostinho, “o verdadeiro é aquilo que é; logo, o verdadeiro é exatamente a mesma coisa que o ente”. Esta mesma afirmativa é compartilhada por Aristóteles: “a disposição de uma coisa no seu ser é como sua disposição na Verdade”. Neste caso, a verdade seria o próprio Ser.
Avicena: “A verdade de cada coisa é aquela propriedade de seu ser que foi estabelecida para ele”.
Isaac: “A verdade consiste na assemelhação da coisa com a inteligência”.
Anselmo: “A verdade consiste na retidão perceptível exclusivamente ao espírito”.
Hilário: “Verdadeiro, é o ente que se revela e se explica”.
Huberto Rohden: “A verdade, fala pelo silêncio do espírito, sem nenhum ruído mental nem verbal; a verdade, quando pensada já está adulterada e, quando falada, está duplamente falsificada. A verdade é só genuinamente verdadeiro quando conscientizada em total silêncio”. Esta definição já envolve este tema, Verdade, de uma aura lúdica e única.
No Evangelho encontramos a seguinte afirmação: “A verdade é segura de si mesma; convence e não persegue, porque não tem necessidade de fazê-lo”. Neste caso, a Verdade aqui é Deus. E, se Deus é a Verdade Absoluta, quem não crê em Deus, portanto, estaria longe da Verdade. Não seria assim?
Pois, se ainda Santo Agostinho diz: “A Verdade é maior do que a Inteligência Humana”, não se pode dizer que é menor. Com efeito, se a Inteligência fosse superior à Verdade, caber-lhe-ia julgar sobre a Verdade, o que é falso. A inteligência julga não sobre a verdade; e sim segundo a verdade, da mesma forma que ao juiz não compete julgar sobre a lei, mas segundo a lei, assim estamos então em um dilema ainda maior, sobre a Verdade se contrapondo à matéria e espírito.
Creio que “verdadeiramente”, matéria e espírito são essenciais para, pelo menos, se chegar próximo da verdade. Se todos nós Seres Humanos, constituídos de matéria e espírito e se vários pensadores, através dos tempos, têm vinculado a própria existência do Ser à Verdade, não podemos abdicar de nenhum destes dois elementos.
Poder-se-ia discorrer em milhares de páginas sobre a Verdade. Aqui, está apenas uma partícula ínfima do universo da questão.
Acredito na impossibilidade da compreensão humana sobre a Verdade, insisto, em seu conceito Absoluto. A Verdade é, por tudo aquilo que já vi, ouvi, li e discuti, absolutamente mutável. Passa pela própria “teoria da Relatividade” de Einstein. Ela é circunstancial. Apesar da total “subjetividade” de uma das afirmações de Santo Agostinho, a meu ver podemos dizer que “a Verdade é aquilo que é”.
A partir desta reflexão, pude aproveitar diferentes universos esotéricos, buscando compreender todas as Verdades inerentes a eles. Vários são os caminhos para o aprendizado espiritual e todos têm o seu fascínio e as suas armadilhas.
Feliz da geração que puder presenciar a união entre todas as religiões e filosofias. Afinal a religião não fala somente à inteligência ou à emoção, seu maior papel é estimular o desenvolvimento espiritual.
A religião apenas responde ao impulso interior que está presente em cada homem, empurrando a humanidade sempre para a frente. Isto ocorre porque no fundo do coração de cada ser está sempre a necessidade permanente de Deus. Negar a Deus é sobretudo negar a si mesmo.
Quando todos os homens, independentemente de suas crenças, se unirem para orar em prol da humanidade, orar por justiça, amor e compreensão, poderemos afirmar que finalmente o esforço de grande Mestre Jesus Cristo, terá valido a pena.
“O segredo para possuir a Verdade só está em meu Pai, e em verdade te digo que meu Pai sempre tem estado em teu coração. Temos apenas de olhar para dentro... Bem aventurado o que busca conquanto morra crendo que jamais encontrou. E ditoso o que à força de buscar encontra. Quando encontrar, perturbar-se-á. E havendo se perturbado, maravilhar-se-á e reinará sobre tudo” (J.J. Benitez,“Operação Cavalo de Tróia”).
A Astrologia não é de maneira alguma a única verdade. Mas sem dúvida é uma das mais belas lições que o Pai nos legou.
O Horóscopo nada mais é do que o estudo das influências astrais sobre nós, originando nossa forma física, mental e espiritual. Ele estabelece o que vulgarmente denominamos de Destino, permitindo-nos o seu conhecimento, podemos trabalhar com o determinismo que rege nossas vidas.
A avaliação de nosso mapa astral pode só nos beneficiar, jamais haverá prejuízo para o exercício de nossa vontade através da razão.
O estudo dos astros tampouco conflitua com qualquer fé religiosa, pois sua função é trazer-nos o autoconhecimento.
“Todos os prognósticos estão sujeitos a modificações dependentes de outros dados do Horóscopo. Nunca nos esqueçamos que a Vontade pode produzir grandes mudanças no caráter e que o homem ou a mulher, regenerando-se, aniquilam os presságios maus, assim como quem se entrega aos vícios impele a realização dos presságios bons” (Francisco Waldomiro Lorenz, “A Sorte Revelada pelo Horóscopo Cabalístico”).
Considero a Astrologia como um caminho para a “iniciação”, pois só quando passamos a nos conhecer profundamente e conhecer o universo que nos rodeia podemos ir em direção ao Divino.
O ideal seria que todos estudássemos Astrologia. Afinal, decifrar essa simbologia astrológica depende da evolução e intuição de cada um de nós. Porém, vivemos em um mundo à beira do caos cotidiano e, estando cheios de conflitos e interrogações, recorremos a alguém que nos traduza a linguagem dos astros.
Não devemos nos esquecer que nossa vida diz respeito a nós mesmos, e melhor seria a nossa própria análise de nosso carma. Renasceríamos conscientemente. Compreendendo a sua analogia com tudo que faz parte do universo, aprenderíamos de fato a respeitar não só as diferenças entre os homens, como também passaríamos a reverenciar a natureza, ao invés de destruí-la.
Assim o mundo seria só amor e paz, pois a Astrologia nos ensina a olhar os povos e a nós mesmos sob uma nova dimensão da realidade.
Ely da Costa Varella
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