Facebook

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Jyotish – A Astrologia Védica

Olá leitores da Ely! Meu nome é Guilherme e sou estudante de Astrologia Védica (Jyotish), fui convidado pela Ely à postar aqui no blog um artigo a respeito desse método astrológico popular na Índia e também divulgar o meu trabalho. Queria agradecer a Ely por me permitir isso, e espero que gostem e se interessem!

A Jyotish ou mais popularmente conhecida como Astrologia Védica, é a Astrologia advinda da Índia e que se baseia principalmente nas escrituras Parasara Muni.

Este foi um sábio de 3000 ou 5000 anos atrás, havendo controvérsias quanto á época em que viveu. Eu particularmente, acredito que 3000 anos é mais plausível.

Isso por si só já mostra que a Jyotish é um método muito antigo e devido ao rigor que a Índia mantém em relação a sua tradição isso acabou por conservar os conhecimentos do sábio Parasara que estão codificados em Sânscrito.

A Jyotish é a chamada Ciência da Luz e está incluída nos Vedas da Índia, as escrituras sagradas que são seguidas a milênios. Nela a Jyotish é tida como os olhos de Kalapurasha, sendo esse o corpo de Deus, do qual as diversas partes representam as demais ciências contidas nos Vedas. Mas o mais assustador no Jyotish é pensar que o mesmo Parasara havia recebido ensinamentos, não sendo ele o fundador da Jyotish, o que nos permite pensar que estes conhecimentos advém de uma fonte histórica que já não nos é mais conhecida.

A Jyotish tem uma amplitude tão grande que depende de muitos anos de estudo, pois é toda baseada em regras a serem seguidas. Essas lhe conferem complexidade e precisão de resultados que não pode ser igualada por nenhuma outra Astrologia, nem mesmo a Medieval que dispõem de ótimas técnicas de predição.

O método indiano envolve Ganita que são as matemáticas, essas permitem extrair dados precisos sobre a força dos planetas e o quanto esses podem inferir beneficamente ou maleficamente sobre os assuntos da vida de uma pessoa, assim como permite extrair da carta natal (Rasi) uma série de outras cartas chamadas Divisionais, ao todo se somam 300 cartas, sendo que 16 especialmente usadas pela escola de Parasara.

Uma delas tem importância especial, é a Navamsa, a carta divisional de número 9, que fala sobre o Dharma, casamento, divindades protetoras e guias como Ishta Devata e Dharma Devata, dentre outros assuntos que permitem um aconselhamento muito mais rico e preciso, se estendendo as questões espirituais e ao Dharma acumulado de outras vidas, visto que a Jyotish dá total credibilidade a isso por ser amplamente lingado ao Hinduísmo e a crença na reencarnação.

Dentre as técnicas referenciais da Jyotish se incluem o uso das Nakshatras que são 27 estrelas que vão dizer sobre aspectos mentais e são utilizados em conjunto com a Lua, o que gera um método de predição de períodos chamados Vimshottari Dasha no qual podemos observar todos os períodos da vida de uma pessoa se estendendo 120 anos além do seu nascimento, o que permite visualizar os períodos difíceis e auspiciosos da vida de uma pessoa, aconselhando-a e indicando as medidas corretivas a serem adotadas durante cada um destes para que tantos benefícios possam ser usufruídos quanto as dificuldades possam ser amenizadas, para isso se utilizam gemas, mantras e demais métodos inclusos no que chamamos de remédios astrológicos.

Portanto, durante os Dashas vemos as casas, planetas e signos que são ativados, tudo isso baseado num método de predição lunar, o que difere e muito dos métodos ocidentais de predição, visto a importância que é atribuída a Lua ao invés do Sol.

Além disso, as Nakshatras e a Lua também são decisivas nas sinastrias amorosas, onde numa sequência de quesitos a serem considerados pode-se dizer se uma união é possível entre ambas as pessoas e se estarão dispostos a abrir seus corações um ao outro.

Este método é tão complexo que avalia até mesmo a união sexual, onde dispõem de uma tabela adicional envolvendo diversos animais e sua sexualidade, o que permite analisar a compatibilidade entre estes.

Um exemplo é o Tigre e a Vaca, estes não podem se unir, visto que a Vaca é a presa do Tigre e isso será prejudicial na união sexual, podendo mostrar um excesso de libidinosidade por parte de um, o que vem a prejudicar o casamento.

Uniões entre pessoas que nasceram com ambas as Luas em Nakshatras Macho, por exemplo, também será prejudicial visto que mostrará uma excessiva necessidade de domínio da parte de ambos, desgastando o relacionamento com suas brigas por controle.

Enfim, muitas são as abordagens da Jyotish, se estendendo inclusive a questão espiritual, onde se pode predizer o caminho da alma, a deidade a ser reverenciada (sendo esta um aspecto de Deus como um todo), mantras para os períodos, problemas e até mesmo fortificar um aspecto.

Também existe a indicação de pedras preciosas (9 num total, sem divergências entre as escolas astrológicas tradicionais) para o fortificação, dias corretos adoração e reverência aos planetas que estão a ferir a pessoa ou então a beneficiando, etc.

São infindáveis as técnicas, portanto, caso alguém se interesse em saber mais a respeito, favor me procurar. Sou estudante de Astrologia, Ocultismo e Esoterismo desde meus dez anos de idade. E tenho me aprofundado nestes últimos quatro anos sendo que tenho vinte um anos, porém atendo me valendo das técnicas e do conhecimento aprendido com o estudo autodidata e aconselhado também por astrólogos mais experientes com quem tive aulas.

Para me contatar basta me adicionar ou enviar uma mensagem no Facebook, no meu email, ou então falando com a Ely.

Meus links:


OM TAT SAT

Guilherme Alves Pereira

Fases da Lua

CURRENT MOON

Lua Fora de Curso

A Lua fora de Curso se dá quando ela transita por um signo e não faz mais nenhum aspecto (ângulo de zero, sessenta, noventa, cento e vinte e cento e oitenta graus) enquanto está naquele signo. É como se a Lua estivesse incomunicável. O fato de não fazer aspectos indica que aquele assunto não terá sustentação ou vai ocorrer de forma imprevisível.

Neste momento o bom é dar continuidade ao que já se conhece, que já está implantado. Você não vai perceber o efeito desta Lua em casa ou no trabalho fazendo suas atividades do dia-a-dia.

Sabe aquela meditação que nunca arranjamos tempo para fazer ou exercícios de relaxamento que na verdade nunca desligamos totalmente? E aquela massagem que sabemos que merecemos, mas nos falta tempo para nos permitir? Então, essa é a hora certa se praticar tais atividades introspectivas.

E o que não fazer no período desta Lua? Bem aqui vai uma pequena lista:

-Marcar vôos para viagens longas, se você tiver objetivos em outro país (sobretudo de longo prazo).

-Mudar-se de casa.

-Começar qualquer atividade que pretenda ter efeitos a longo prazo.

-Submeter-se a cirurgias.

-Realizar matrículas em cursos.

-Inaugurar empreendimentos (nada de estréia de peça de teatro, exposição, lançamento de livro, etc.)

-Marcar reuniões inaugurais importantes para este período.

-Ter o primeiro encontro para sair com alguém em quem você esteja interessado.

-Marcar consulta com um médico que você ainda não conhece

Tabela da Lua fora de curso para Outubro de 2016

Signo onde a Lua fora de curso está
Dia e horário de início da LFC
Dia e horário do final da LFC

  • 02h44 até 16h44 do dia 02, em Escorpião
  • 22h05 do dia 04 até 05h27 do dia 05, em Sagitário
  • 03h27 até 17h41 do dia 07, em Capricórnio
  • 13h52 do dia 09 até 03h34 do dia 10, em Aquário
  • 20h05 do dia 11 até 09h44 do dia 12, em Peixes
  • 04h14 até 12h09 do dia 14, em Áries
  • 02h24 até 13h05 do dia 16, em Touro
  • 12h47 do dia 17 até 12h31 do dia 18, em Gêmeos
  • 09h18 até 13h29 do dia 20, em Câncer
  • 17h15 até 17h35 do dia 22, em Leão
  • 10h22 do dia 24 até 01h17 do dia 25, em Virgem
  • 16h34 do dia 26 até 11h52 do dia 27, em Libra
  • 08h11 do dia 29 até 00h02 do dia 30, em Escorpião

Os horários correspondem ao horário de Brasília de 3 horas a menos em relação a Greenwich. Para outras localidades, é necessário somar ou subtrair horas, de acordo com o fuso horário.


"O horóscopo de nascimento só pode ser corretamente interpretado por homens e mulheres de sabedoria intuitiva; e destes há poucos" (Paramahansa Yogananda)

"Ainda que os planetas rejam os destinos terrestres, não deveria ser esquecido que Deus os controla. Entregando-nos a Ele, os efeitos planetários são suavizados e algumas vezes mudados. Quando a graça de Deus desce, os efeitos planetários são muito fracos" (primeiro filósofo da Índia: Satguru Keshavedas)



Os Aspectos

Os aspectos podem ser divididos em duas categorias: harmônicos e fluentes, ou dinâmicos e desafiadores, como bem os definiu Stephen Arroyo. Aqui apenas vou citar os principais:

Na primeira categoria, a dos aspectos harmônicos e fluentes estão algumas:

Conjunções
:

este aspecto tem uma distância de zero graus entre os planetas envolvidos. Sua influência positiva ou negativa, varia de acordo com os planetas envolvidos. É considerado o mais importante na astrologia, pois representa a junção de duas fortes energias.

O sêxtil:
a distância entre os planetas envolvidos é de sessenta graus. Considerado um aspecto fácil, pode nem sempre ser aproveitado pelo indivíduo. Ele é sempre uma saída para aliviar a tensão provocada por aspectos difíceis.

O trígono:
este mantém uma distância de cento e vinte graus entre os planetas envolvidos. É o mais fácil de todos os aspectos. Pode indicar um talento fácil de ser expressado. Porém ele pode provocar excessos que podem ser distorcidos devido à cooperação entre os planetas envolvidos.

Na segunda categoria, de aspectos dinâmicos e desafiadores, além de termos novamente algumas conjunções temos:


A quadratura:
este aspecto assinala noventa graus a distância entre os planetas. Este é o aspecto mais difícil, pois acaba trazendo sempre frustrações. Ele provoca tensão interior; são a duas facetas da personalidade em discórdia dentro do indivíduo.

A oposição:
este apresenta uma distância de cento e oitenta graus. Considerado um aspecto negativo, pois existe aqui a necessidade de se chegar ao meio-termo, de aliviar a tensão. Ele não cria uma grande frustração interior, mas quando conseguimos entender uma oposição podemos transformar esta energia em uma expressão mais positiva. Eu gosto de comparar a oposição a uma gangorra: podemos olhar os dois lados dela e desta forma eliminar o excesso do impulso, controlando as duas faces da personalidade.

Ely da Costa Varella