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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Reencarnação e a Astrologia



Ao contrário do que muitos possam imaginar, este conceito - Reencarnação - não surgiu recentemente, vindo junto nesta onda de misticismo.



Se voltarmos nossos olhos às grandes religiões históricas do Oriente veremos que a crença na reencarnação era ponto de partida, era fundamental em toda a sua estrutura religiosa.



“Na Índia, no Egito, era ela a base da ética. Entre os judeus, (ela fazia parte sob o nome de ressurreição) os fariseus criaram nela a sua generalidade, e de várias passagens do Novo Testamento depreende-se que era uma crença popular, como por exemplo, João Batista sendo considerada a reencarnação de Elias.



Nos primeiros tempos da propagação do Cristianismo na Europa, o pensamento íntimo dos seus propagandistas e dirigentes estava fortemente impregnado dessa grande verdade. Foi em vão que a Igreja tentou apagá-la do espírito dos fiéis, pois conservou-se em várias seitas, voltando a surgir depois de Orígenes e Boaventura, seus advogados na Idade Média.” (“Reencarnação”-Annie Besant).



Reencarnação sugere a ocupação em um receptáculo de carne (físico). Se o homem é composto de corpo e alma. Este conceito sugere a alma voltando a um novo corpo, que nada tem a ver com o antigo.



 A teoria da reencarnação afirma, pois, segundo a Filosofia Esotérica, a existência de um princípio vivo e individualizado que habita e vivifica o corpo, passa a outro após um intervalo mais ou menos longo. “Ninguém pode ver o Reino dos Céus, se não nascer de novo” (Jesus).



Deste modo as Vidas corporais sucessivas, sucedem-se como pérolas num fio, sendo este fio o Princípio vivo e as pérolas as diferentes vidas humanas”. (“Reencarnação”- Annie Besant)



Toda alma humana tem a necessidade de passar por várias encarnações para aprender todas as lições que proporcionarão a ela passar do estado matéria para o estado espiritual. Ao atingir esse estágio “o homem está feito Cristo, como o Cristo é um com o Pai” segundo bem o disse São Paulo. Desta forma o homem será perfeito e não mais voltará a Terra, passando a viver nos mundos superiores.



Muitas vezes nos perguntamos porque reencarnamos? e a melhor resposta veio através de Edgar Cayce: “a própria razão da nossa existência é sermos “companheiros” e “co-criadores” de Deus.



Como Deus quer que seus companheiros sejam nada mais do que iguais, que o escolheram tão livremente como ele os escolheu, foi-nos dado o livre-arbítrio.



Deus não quer clones de si mesmo ou lacaios irracionais para seus co-criadores, mas seres individuais que possam participar completamente das maravilhas da existência que ele preparou para nós. A fim de permitir o desenvolvimento da nossa individualidade, Deus criou-nos em forma imatura, deixando-nos espaço para “crescermos” espiritualmente e tornarmo-nos companheiros únicos e adultos.



Todas as nossas experiências, vida após vida, são oportunidades para crescer globalmente como seres espirituais” (“Reencarnação - Reivindicando o seu Passado, Criando o seu Futuro”- Lynn Elwell Sparrow).



A alma nada mais é do que a parte de nós mesmos formada pelo espírito, pela mente, e pela vontade. Sendo a alma a nossa parte imortal, é ela que experimenta a sucessão de vidas que denominamos reencarnação.



O que eu costumo dizer aos meus clientes é que este planeta Terra, é a escola. E cada um de nós é responsável pelo curso que escolhemos fazer.



O mapa astral irá apontar as nossas aptidões e os nossos deveres e não adianta querermos responsabilizar outrem por nossos fracassos ou pelas nossas limitações. Foi tudo devidamente escolhido. Escolhemos nossos pais de acordo com a serventia que eles terão para o nosso desenvolvimento, muitas vezes escolhemos até um momento histórico ou político que nos convenha para nascer, e assim por diante.



A hora de nascimento, aquele momento em que resolvemos fazer força para sermos expulsos de nosso melhor abrigo protetor, nada mais é do que a hora do alinhamento necessário no céu, para que absorvamos as potencialidades daquela configuração planetária, para que possamos cumprir os nossos propósitos.



O ‘nativo’ deve aceitar a responsabilidade total por seu horóscopo e entender que ele foi inteiramente traçado com base em atos seus de vidas anteriores, vividas na Terra, antes da atual. Em outras palavras, só podemos culpar - ou agradecer - a nós mesmos” (“A Astrologia do Karma”- Pauline Stone).



Uma prova documentada e fundamental, que relaciona a reencarnação com Astrologia, foi muito bem transmitida nas leituras feitas por Edgar Cayce, e através desse material muito de heranças passadas os pesquisadores da Astrologia puderam identificar. “Os planetas do nosso sistema solar, configurações tão proeminentes na Astrologia, representam as outras dimensões da consciência para as quais vamos depois de deixar uma vida terrestre, de acordo com Cayce. As experiências em uma vida específica influenciam para onde nossa alma ‘vai’ na sua jornada depois da morte para outro estado de consciência. Esse estado de consciência, por sua vez, é refletido no mapa astral sempre que a alma volta à Terra. Dessa forma, os aspectos astrológicos discutidos por Cayce estavam intimamente ligados a influência de vidas passadas” (“Reencarnação - Reivindicando o seu Passado, Criando o seu Futuro”- Lynn Elwell Sparrow).



É inútil querer estabelecer um contato com a Astrologia sem a noção da reencarnação. Se eliminarmos a idéia de que a vida só se concretiza nesta forma física, neste planeta extremamente material, as conclusões vão ficando mais pertinentes.



Os planetas abrangem estágios em outras dimensões de consciência. Por isso não só a Terra mais todo o sistema solar passa a ser um campo de aprendizado para a alma. Mas é aqui, neste planeta, que devemos provar se todas as lições foram bem aprendidas.



Enquanto alguns astrólogos ou algumas pessoas insistirem em olhar para o céu e afirmar que todos nós não passamos de marionetes de algumas “bolas gasosas” - sem dúvida nenhuma a Astrologia estará fadada ao ridículo.



Mas se conseguirmos abrir nossas mentes, eliminar preconceitos, refletir sobre esta engrenagem chamada Universo, veremos a bela orquestra bem afinada, onde todos os instrumentos estão posicionados no lugar certo, proporcionando-nos uma bela melodia. Um eventual instrumento desafinado, resultante de nossa mente ainda relutante, seria uma perda muito grande para nossos ouvidos.



Cayce consegue dar uma explanação simples e lógica para o nosso sistema solar: “Depois de uma vida na Terra, durante a qual foram praticados determinados atos, manifestadas determinadas emoções e adotadas determinadas posturas mentais, a alma, abandonando o corpo, tem um certo tempo para recapitular sua vida recente. Com base nessa recapitulação, ela é atraída por vibrações planetárias específicas que precisa assimilar para poder suprir, da melhor forma, necessidades ulteriores. Antes do retorno seguinte à Terra, pode ser necessário visitar uma série de dimensões de consciência, simbolizadas pelos planetas; na realidade, mais cedo ou mais tarde todas as vibrações planetárias serão assimiladas. O arranjo dos planetas em nosso horóscopo seria aparentemente uma indicação das lições espirituais estudadas entre as vida, em decorrência de condutas de vidas passadas e que agora serão colocadas em prática” (“A Astrologia do Karma”- Pauline Stone).



O que temos de estar ciente ao consultar o horóscopo, é que não cabe aqui nenhum julgamento dicotômico do tipo: isto é bom ou isto é ruim, eu sou bom ou sou mau, etc.



O mapa astral irá simplesmente apontar na íntegra as responsabilidades que  devemos assumir nesta encarnação. O mapa irá detalhar todas as forças de luta com que poderemos contar para reverter os nossos compromissos assumidos perante nós mesmos.



Embora o horóscopo aponte as suas potencialidades, você dispõe do livre-arbítrio. Este é um privilégio do homem (os anjos não possuem livre-arbítrio - eles só seguem as ordens da linhagem superior), pois Deus não quer impor-se a ninguém. Ele nos deixa a todos livres para decidirmos sobre os nossos passos, para escolhermos como vamos nos redimir das nossas falhas, e quantas encarnações necessitaremos para atingirmos a evolução espiritual.



Sendo assim você poderá optar por colocar em prática as suas oportunidades, melhorar as lições já aprendidas, ou então cruzar os braços e se deixar levar por padrões antigos e errados de comportamento que o fizeram voltar à Terra, após um determinado estágio planetário. O mais importante: você tem o livre-arbítrio para se unir ou não a Deus.



Muitas vezes questionamos a questão do destino e do livre-arbítrio. Tudo já estaria escrito ou não. É importante compreendermos que o determinismo e a liberdade de ação são dois pólos inseparáveis, que convivem sem que um anule o outro. Toda polaridade implica em dificuldade de se compreender a simultaneidade dos dois pólos; o livre-arbítrio não existe sem o determinismo e vice-versa. Como à nossa volta: luz sem as trevas, o belo sem o feio, o sim sem o não.



O homem só encontrará a liberdade no momento em que cumprir a lei do destino. “Tudo caminha inexoravelmente rumo à unificação com a vontade do Pai, em direção à esfera Crística. E Cristo é o caminho, a verdade, a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Ele. Todos os grandes mestres de hierarquia planetária reconhecem que Cristo é a maior luz para nossa humanidade, sendo reconhecido até no Oriente, como o Senhor Maitreia. Tudo o mais são escolas preparatórias, atalhos, veredas, experiências, lições a serem apreendidas, graus de aprendizagem, para nos conduzir um dia à última meta da escola terrena: a esfera crística. Cristo é o grande instrutor dos homens e dos anjos”. (“Astrologia da Alma”- Ry Redd)

Se a vida de hoje está intimamente ligada à vida passada, fácil seria se tivéssemos pleno acesso a toda nossa história.



Assim poderíamos entender o porque de todas as circunstâncias que nos cercam. Esta linha de raciocínio é muito comum entre as pessoas, pois todos temos uma tendência a buscar sempre o caminho mais fácil para a solução dos problemas.



Entretanto, já é bastante difícil lembrarmos da nossa tenra infância, quem dirá de outras vidas. Mesmo porque se nós não conseguimos lembrar, talvez seja melhor assim: correríamos um risco muito grande ao lembrarmos de erros e “pecados”, até mesmo crimes que cometemos no passado, imagine quanto desgosto não ficaria imprimido em nossa personalidade atual. Saber que por ventura tiramos a vida, no passado, de um ente querido de hoje. Poderíamos nos sentir constrangidos e provavelmente cheios de remorsos ou sentimento de culpa.



Como saber se estamos preparados espiritualmente para enfrentar traumas do nosso passado ? Sob esse aspecto o crescimento inconsciente se configura ser bem mais saudável.



Para um observador bem atento, é possível ver na vida diária muitos indícios de heranças passadas, por exemplo um talento nato; uma fobia, aparentemente sem explicação nesta vida; a identificação instantânea com pessoas desconhecidas ou com lugares nunca antes pisados, etc.



Outra forma de você poder obter informações de vidas passadas é por exemplo consultar o que o espiritismo denomina de entidade espiritual ou guia, que para  Edgar Cayce, eram as leituras mediúnicas.



Porém a forma que hoje em dia está despertando maior interesse é a regressão a vidas passadas, para a correção do karma nesta existência.



Pouco importa a maneira por que você opta para buscar seus antecedentes, desde que você tenha em mente que é um erro acreditar totalmente na veracidade destas informações. “Não há nenhuma garantia de que a imaginação, uma distorção motivada ou uma simples informação errada não se insinue no inconsciente, falseando nossa memórias” (“Reecarnação”-  Lybb Elwell Sparrow).



Suponhamos que uma pessoa hoje seja infeliz no amor, sinta-se sozinha, porque não conseguiu encontrar um companheiro ideal. De repente, através da regressão, esta pessoa consegue transportar-se para uma época em que foi muito feliz ao lado do ser amado. Se esta criatura não tiver uma boa compreensão das leis da vida, poderá ter muita dificuldade em adaptar-se novamente à sua realidade atual - uma vida limitada afetivamente.



Sábio nosso espírito que não mostra tudo, nem de forma velada. Pois já pensou como seria viver em um vazio do tempo ? Saudoso do passado, desambientado no presente, podendo alimentar um comportamento obsessivo em função do passado, sem que pudesse avançar no presente e desenvolver suas potencialidades. Seria uma encarnação desperdiçada.



Devemos ter cuidado ao receber uma informação desse tipo. Essas afirmações devem sempre ser avaliadas com muito cuidado e encontrar respaldo em nossa vida atual, afinal “não é o conhecimento de qualquer vida passada específica que conta; o que realmente importa é o crescimento pessoal que ocorre na medida em que tentamos obter esse conhecimento” (“Reencarnação”- Lynn Elwell Sparrow).
Ely da Costa Varella

Fases da Lua

CURRENT MOON

Lua Fora de Curso

A Lua fora de Curso se dá quando ela transita por um signo e não faz mais nenhum aspecto (ângulo de zero, sessenta, noventa, cento e vinte e cento e oitenta graus) enquanto está naquele signo. É como se a Lua estivesse incomunicável. O fato de não fazer aspectos indica que aquele assunto não terá sustentação ou vai ocorrer de forma imprevisível.

Neste momento o bom é dar continuidade ao que já se conhece, que já está implantado. Você não vai perceber o efeito desta Lua em casa ou no trabalho fazendo suas atividades do dia-a-dia.

Sabe aquela meditação que nunca arranjamos tempo para fazer ou exercícios de relaxamento que na verdade nunca desligamos totalmente? E aquela massagem que sabemos que merecemos, mas nos falta tempo para nos permitir? Então, essa é a hora certa se praticar tais atividades introspectivas.

E o que não fazer no período desta Lua? Bem aqui vai uma pequena lista:

-Marcar vôos para viagens longas, se você tiver objetivos em outro país (sobretudo de longo prazo).

-Mudar-se de casa.

-Começar qualquer atividade que pretenda ter efeitos a longo prazo.

-Submeter-se a cirurgias.

-Realizar matrículas em cursos.

-Inaugurar empreendimentos (nada de estréia de peça de teatro, exposição, lançamento de livro, etc.)

-Marcar reuniões inaugurais importantes para este período.

-Ter o primeiro encontro para sair com alguém em quem você esteja interessado.

-Marcar consulta com um médico que você ainda não conhece

Tabela da Lua fora de curso para Outubro de 2016

Signo onde a Lua fora de curso está
Dia e horário de início da LFC
Dia e horário do final da LFC

  • 02h44 até 16h44 do dia 02, em Escorpião
  • 22h05 do dia 04 até 05h27 do dia 05, em Sagitário
  • 03h27 até 17h41 do dia 07, em Capricórnio
  • 13h52 do dia 09 até 03h34 do dia 10, em Aquário
  • 20h05 do dia 11 até 09h44 do dia 12, em Peixes
  • 04h14 até 12h09 do dia 14, em Áries
  • 02h24 até 13h05 do dia 16, em Touro
  • 12h47 do dia 17 até 12h31 do dia 18, em Gêmeos
  • 09h18 até 13h29 do dia 20, em Câncer
  • 17h15 até 17h35 do dia 22, em Leão
  • 10h22 do dia 24 até 01h17 do dia 25, em Virgem
  • 16h34 do dia 26 até 11h52 do dia 27, em Libra
  • 08h11 do dia 29 até 00h02 do dia 30, em Escorpião

Os horários correspondem ao horário de Brasília de 3 horas a menos em relação a Greenwich. Para outras localidades, é necessário somar ou subtrair horas, de acordo com o fuso horário.


"O horóscopo de nascimento só pode ser corretamente interpretado por homens e mulheres de sabedoria intuitiva; e destes há poucos" (Paramahansa Yogananda)

"Ainda que os planetas rejam os destinos terrestres, não deveria ser esquecido que Deus os controla. Entregando-nos a Ele, os efeitos planetários são suavizados e algumas vezes mudados. Quando a graça de Deus desce, os efeitos planetários são muito fracos" (primeiro filósofo da Índia: Satguru Keshavedas)



Os Aspectos

Os aspectos podem ser divididos em duas categorias: harmônicos e fluentes, ou dinâmicos e desafiadores, como bem os definiu Stephen Arroyo. Aqui apenas vou citar os principais:

Na primeira categoria, a dos aspectos harmônicos e fluentes estão algumas:

Conjunções
:

este aspecto tem uma distância de zero graus entre os planetas envolvidos. Sua influência positiva ou negativa, varia de acordo com os planetas envolvidos. É considerado o mais importante na astrologia, pois representa a junção de duas fortes energias.

O sêxtil:
a distância entre os planetas envolvidos é de sessenta graus. Considerado um aspecto fácil, pode nem sempre ser aproveitado pelo indivíduo. Ele é sempre uma saída para aliviar a tensão provocada por aspectos difíceis.

O trígono:
este mantém uma distância de cento e vinte graus entre os planetas envolvidos. É o mais fácil de todos os aspectos. Pode indicar um talento fácil de ser expressado. Porém ele pode provocar excessos que podem ser distorcidos devido à cooperação entre os planetas envolvidos.

Na segunda categoria, de aspectos dinâmicos e desafiadores, além de termos novamente algumas conjunções temos:


A quadratura:
este aspecto assinala noventa graus a distância entre os planetas. Este é o aspecto mais difícil, pois acaba trazendo sempre frustrações. Ele provoca tensão interior; são a duas facetas da personalidade em discórdia dentro do indivíduo.

A oposição:
este apresenta uma distância de cento e oitenta graus. Considerado um aspecto negativo, pois existe aqui a necessidade de se chegar ao meio-termo, de aliviar a tensão. Ele não cria uma grande frustração interior, mas quando conseguimos entender uma oposição podemos transformar esta energia em uma expressão mais positiva. Eu gosto de comparar a oposição a uma gangorra: podemos olhar os dois lados dela e desta forma eliminar o excesso do impulso, controlando as duas faces da personalidade.

Ely da Costa Varella