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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Os Ciclos de Saturno - A nossa Evolução!


Saturno é o senhor do umbral, é o planeta que nos impulsiona ao crescimento. Os ciclos desse planeta em nosso Mapa de Nascimento é o responsável pela maioria da busca pela interpretação de nosso momento de vida. Isso se deve ao fato destes ciclos serem períodos de restrição, cristalização levando ao ser humano se sentir privado de coisas, de coragem de agir etc. Num primeiro momento sofremos para depois a longo prazo perceber o quanto ele nos estabilizou.

O primeiro impacto dele é por volta dos 15 anos de idade. Nesta fase nos tornamos anti sociais e sem saber o que fazer com a gente mesmo, ou seja, é o período de menor integração pessoal. Depois vem o chamado “retorno de Saturno” por volta dos 29 anos onde, de acordo com os aspectos natais desse planeta com os chamados planetas pessoais (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte) será um período de muitos questionamentos, insegurança, mudanças, mas o resultado será positivo, afinal Saturno no seu retorno vem para nos colocar no trilho de nossa vida.

Próxima parada se dará por volta dos 44 anos. A juventude aqui definitivamente já se foi e agora será preciso olhar muito atentamente para nós mesmos e estabelecer um novo modo de se relacionar com o mundo. Hora de definir novos objetivos. E então por volta dos 59 anos encontra a pessoa emocionalmente reintegrado no mundo. A grata maturidade colhendo os frutos do caminhar até aqui.

Acompanhar a passagem de Saturno através das casas astrológicas do Mapa de Nascimento é vê-lo eliminar as nossas fraquezas permitindo a permanência de tudo que é forte e resistente para nossa vida. Ele separa o joio do trigo.

Esse caminho a curto prazo vem nos pondo a prova, vem nos desconstruindo, ou melhor vem eliminando a maquiagem carregada que tinge nosso rosto escondendo a nossa verdadeira beleza.

A longo prazo ele é evolutivo e criativo e quando a maquiagem se suaviza o que se vê é um rosto limpo, verdadeiro é nossa essência vivendo a sua verdade.

Como não se faz uma omelete sem quebrar os ovos! Não adiante fugir da dor inicial que os trânsitos de Saturno nos causam. É preciso enfrentar esses ciclos. É preciso olhar para todas as nossas dificuldades e confiar no final feliz, acreditar na nossa capacidade de aprender, de crescer de evoluir.

Para mim é muito importante fazer desse espaço também uma vitrine para bons autores com os quais eu aprendi muito sobre a Astrologia. Assim os interessados neste estudo poderão conhecer vários enfoques e opiniões sobre o tema.

Para explicar um pouco de seu trânsito pelas casas eu trago a vocês John Townley que de modo objetivo e claro nos elucida sobre o assunto no seu livro: “Ciclos Astrológicos e Períodos de Crise”.

Lembrando que o pico de um ciclo é menos um evento do que uma concentração de certas tendências normalmente ativas, num grau maior ou menor, o tempo todo.

Saturno transitando pelas casas astrológicas segundo John Townley:

Primeira casa
A passagem de Saturno pelo ascendente e pela casa um marca um período de provas para a personalidade e para a força de vontade do individuo. Muitas vezes parece que a pessoa anda com um grande peso sobre os ombros. É uma época de desafios pessoais e confrontos com os outros, quando os limites da autoridade pessoal são testados e estabelecidos para os próximos vinte e nove anos e meio. Costuma ser um período de tensão e esforço físico, porém mais em decorrência de um esgotamento emocional do que de danos corporais.

Segunda casa
Este período marca o estabelecimento de hábitos e costumes orçamentários – o modo de o indivíduo administrar o dinheiro e as propriedades. No começo, o efeito desse trânsito é um empobrecimento real ou iminente, que fará ressaltar a necessidade de um sistema melhor, para o controle e a retenção de fundos. Teoricamente, o resultado final é menos desperdício, uso mais eficiente dos bens pessoais, e uma série de hábitos administrativos que farão frente às dificuldades futuras.

Terceira casa
Esse é um período de provas e de estabelecimento das idéias e técnicas de se fazerem as coisas. Molda o estilo e a maneira de se praticar a profissão. Tende também a moldar o estilo pessoal – os maneirismos que distinguirão uma pessoa da outra nos anos seguintes. Os excessos aparatosos são desbastados e o modo de expressão pessoal torna-se mais sucinto, constituindo o esqueleto que será recheado durante o resto do ciclo.

Quarta casa
Frequentemente, marca um período de maior cuidado com a carreira do que com o lar, cujas necessidades e circunstâncias são reduzidas ao imprescindível. O indivíduo aprende exatamente o quanto precisa de privacidade e isolamento para manter aceso o fogo da sua alma. No melhor dos casos, é uma época de eficiência no viver; no pior, pode-se transformar em mera negligência do lar e na deterioração resultante disso. Se for adequadamente explorado, esse período mostrará, com exatidão, qual é o mínimo com que se pode passar e, ainda assim, fazer de uma casa um lar.

Quinta casa
O efeito mais visível de Saturno aqui é uma redução significativa do impulso sexual. Mas isso é apenas um reflexo das restrições aos assuntos da quinta casa em geral. É um período de pouca criação artística, mas é também uma lição de como viver sem a musa, que não pode simplesmente estar à disposição do indivíduo, durante vinte e quatro horas por dia. Em geral, esse trânsito oferece a oportunidade de conhecer alternativas proveitosas ou substitutos das atividades lúdicas, quer sejam sexuais, quer sejam artísticas, que vão escorar a personalidade no futuro, quando a musa (ou amante) sair para almoçar.

Sexta casa
Este período em que o indivíduo descobre qual é, exatamente, o mínimo de trabalho capaz de garantir o próprio sustento. Não tanto por preguiça, mas porque há coisas demais a fazer, e não há tempo para cuidar dos detalhes como seria de desejar. A quantidade tende a cair, a despeito de todos os esforços, mas esse é justamente o teste para se saber com exatidão quanto é possível fazer de uma só vez, sem sucumbir; é um período de maximização da resistência que será usada no futuro.

Sétima casa
Sendo o ponto mais baixo do ciclo da primeira casa, esse é mais um período de exploração dos limites defensivos da personalidade do que da sua capacidade de agressão. Sua preocupação principal refere-se aos outros, com o estabelecimento exato do quanto se pode permitir que nos invadam e controlem nossos próprios interesses. Para as pessoas envolvidas em associações íntimas, como o matrimônio, costuma haver uma reavaliação que coloca o relacionamento num nível mais funcional e igualitário; tal reavaliação, muitas vezes, resulta em separação para aqueles cuja ligação não era particularmente estável.

Oitava casa
Este é o período de aprender a usar os recursos dos outros em benefício próprio e de administrá-los de tal modo que seja possível continuar a receber ajuda externa para empreendimentos particulares. Como é o ponto mais baixo do ciclo da segunda casa, significa que o individuo pode estar com seus recursos em boas condições, mas que será preciso remodelar os esforços dos outros, para conseguir o que deseja. A palavra chave para isso talvez seja manipulação que, espera-se, aconteça de forma tão honesta e agradável quanto possível. A capacidade de convencer os outros de que os planos individuais são realmente o que os outros querem será posta à prova e examinada – um talento muito útil em qualquer momento. Visto de uma perspectiva mais elevada, é um período de simplificação dos pontos de vista filosóficos, principalmente os que se referem à morte, que podem tender a uma simplificação excessiva, mas que proporcionará a base sobre a qual construir, mais tarde.

Nona casa
Este é um período que se pode chamar de “sem princípios”. Como Saturno testa o carter pela privação, e como a nona casa está associada aos princípios e às justificativas morais em geral, essa época representa um teste para a capacidade de viver por viver, com um mínimo de controle e motivação moral e física. Permite que a gente perceba, da forma mais pura e concentrada, o que falta de objetivos pode significar para o animal racional. Sendo o ponto mais baixo do ciclo a terceira casa, impede o formalismo ou a cristalização da expressão, e a mente tende a divagar mais do que na maioria das outras partes do ciclo.

Décima casa
A passagem de Saturno pelo meio do céu e pela décima casa tende, naturalmente, a tornar os esforços profissionais uma verdadeira batalha, e o mundo em geral prestar menos atenção a eles, independentemente da sua qualidade. É mais fácil ter sucesso em áreas saturninas – profissões mais antigas e tradicionais, firmas bem-estabelecidas etc. É a hora de aprender a viver com um mínimo de ostentação e renome, e de se concentrar na qualidade. Sendo o ponto mais baixo do ciclo da quarta casa, induz o indivíduo a se retirar para o recesso do lar, tanto no sentido literal quanto no sentido figurado.

Décima primeira casa
A lição deste período é de fazer com que o mínimo de ajuda exterior renda muito. É uma época de falta de boas relações com o mundo, e de ausência de apoio do alto, de modo que todo e qualquer auxílio deve ser aplicado numa coisa só, para que possa render. Depois do período de ostracismo vivido durante o ciclo da décima casa, é natural que o apoio externo seja escasso, de modo que esta é uma época de confiança em si mesmo. Mas, como é o ponto mais baixo do ciclo de Saturno na quinta casa, deve haver bastante criatividade para servir de base a essa autoconfiança.

Décima segunda casa
Este período refere-se à parte mais difícil das lições de Saturno, pois as experiências da décima segunda casa são as mais difíceis de aprender. Há, com certeza, menos apoio e menos experiências psíquicas; é também um período de desenvolvimento das forças que se oporão abertamente ao indivíduo, quando Saturno chegar ao ascendente. É triste dizer isso, mas é uma época onde a prudência aconselha a suspeitar dos amigos, e uma boa hora para se certificar de que todos os compromissos sejam postos no papel e assinados, para que depois a pessoa não descubra que foi traída sem qualquer prova a seu favor. Sendo o ponto mais baixo do ciclo da sexta casa, o trabalho pode ficar escasso, tornando-se de fácil execução o existente. Mas, no geral, o melhor é considerar este período favorável para aprender a usar as suspeitas com sabedoria. Os inimigos estão em atividade, mesmo que eles próprios não saibam disso.

Ely da Costa Varella

Um comentário:

  1. oi Amiga.. sou seu amigo saturnino.. e gostei muiiito do artigo.. um abração.. e falamos mais..

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Fases da Lua

CURRENT MOON

Lua Fora de Curso

A Lua fora de Curso se dá quando ela transita por um signo e não faz mais nenhum aspecto (ângulo de zero, sessenta, noventa, cento e vinte e cento e oitenta graus) enquanto está naquele signo. É como se a Lua estivesse incomunicável. O fato de não fazer aspectos indica que aquele assunto não terá sustentação ou vai ocorrer de forma imprevisível.

Neste momento o bom é dar continuidade ao que já se conhece, que já está implantado. Você não vai perceber o efeito desta Lua em casa ou no trabalho fazendo suas atividades do dia-a-dia.

Sabe aquela meditação que nunca arranjamos tempo para fazer ou exercícios de relaxamento que na verdade nunca desligamos totalmente? E aquela massagem que sabemos que merecemos, mas nos falta tempo para nos permitir? Então, essa é a hora certa se praticar tais atividades introspectivas.

E o que não fazer no período desta Lua? Bem aqui vai uma pequena lista:

-Marcar vôos para viagens longas, se você tiver objetivos em outro país (sobretudo de longo prazo).

-Mudar-se de casa.

-Começar qualquer atividade que pretenda ter efeitos a longo prazo.

-Submeter-se a cirurgias.

-Realizar matrículas em cursos.

-Inaugurar empreendimentos (nada de estréia de peça de teatro, exposição, lançamento de livro, etc.)

-Marcar reuniões inaugurais importantes para este período.

-Ter o primeiro encontro para sair com alguém em quem você esteja interessado.

-Marcar consulta com um médico que você ainda não conhece

Tabela da Lua fora de curso para Outubro de 2016

Signo onde a Lua fora de curso está
Dia e horário de início da LFC
Dia e horário do final da LFC

  • 02h44 até 16h44 do dia 02, em Escorpião
  • 22h05 do dia 04 até 05h27 do dia 05, em Sagitário
  • 03h27 até 17h41 do dia 07, em Capricórnio
  • 13h52 do dia 09 até 03h34 do dia 10, em Aquário
  • 20h05 do dia 11 até 09h44 do dia 12, em Peixes
  • 04h14 até 12h09 do dia 14, em Áries
  • 02h24 até 13h05 do dia 16, em Touro
  • 12h47 do dia 17 até 12h31 do dia 18, em Gêmeos
  • 09h18 até 13h29 do dia 20, em Câncer
  • 17h15 até 17h35 do dia 22, em Leão
  • 10h22 do dia 24 até 01h17 do dia 25, em Virgem
  • 16h34 do dia 26 até 11h52 do dia 27, em Libra
  • 08h11 do dia 29 até 00h02 do dia 30, em Escorpião

Os horários correspondem ao horário de Brasília de 3 horas a menos em relação a Greenwich. Para outras localidades, é necessário somar ou subtrair horas, de acordo com o fuso horário.


"O horóscopo de nascimento só pode ser corretamente interpretado por homens e mulheres de sabedoria intuitiva; e destes há poucos" (Paramahansa Yogananda)

"Ainda que os planetas rejam os destinos terrestres, não deveria ser esquecido que Deus os controla. Entregando-nos a Ele, os efeitos planetários são suavizados e algumas vezes mudados. Quando a graça de Deus desce, os efeitos planetários são muito fracos" (primeiro filósofo da Índia: Satguru Keshavedas)



Os Aspectos

Os aspectos podem ser divididos em duas categorias: harmônicos e fluentes, ou dinâmicos e desafiadores, como bem os definiu Stephen Arroyo. Aqui apenas vou citar os principais:

Na primeira categoria, a dos aspectos harmônicos e fluentes estão algumas:

Conjunções
:

este aspecto tem uma distância de zero graus entre os planetas envolvidos. Sua influência positiva ou negativa, varia de acordo com os planetas envolvidos. É considerado o mais importante na astrologia, pois representa a junção de duas fortes energias.

O sêxtil:
a distância entre os planetas envolvidos é de sessenta graus. Considerado um aspecto fácil, pode nem sempre ser aproveitado pelo indivíduo. Ele é sempre uma saída para aliviar a tensão provocada por aspectos difíceis.

O trígono:
este mantém uma distância de cento e vinte graus entre os planetas envolvidos. É o mais fácil de todos os aspectos. Pode indicar um talento fácil de ser expressado. Porém ele pode provocar excessos que podem ser distorcidos devido à cooperação entre os planetas envolvidos.

Na segunda categoria, de aspectos dinâmicos e desafiadores, além de termos novamente algumas conjunções temos:


A quadratura:
este aspecto assinala noventa graus a distância entre os planetas. Este é o aspecto mais difícil, pois acaba trazendo sempre frustrações. Ele provoca tensão interior; são a duas facetas da personalidade em discórdia dentro do indivíduo.

A oposição:
este apresenta uma distância de cento e oitenta graus. Considerado um aspecto negativo, pois existe aqui a necessidade de se chegar ao meio-termo, de aliviar a tensão. Ele não cria uma grande frustração interior, mas quando conseguimos entender uma oposição podemos transformar esta energia em uma expressão mais positiva. Eu gosto de comparar a oposição a uma gangorra: podemos olhar os dois lados dela e desta forma eliminar o excesso do impulso, controlando as duas faces da personalidade.

Ely da Costa Varella